Reino Unido absolve cientistas na polêmica dos e-mails sobre clima

Mensagens vazadas indicariam manipulação de dados científicos para sustentar o alerta para o aquecimento

Reuters

14 Abril 2010 | 16h10

Investigação concluída nesta quarta-feira, 14, absolveu cientistas britânicos da culpa pelo vazamento de e-mails com informações que colocavam em dúvida os dados divulgados pela Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o aquecimento global.

 

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Os membros responsáveis pela sindicância afirmaram que não encontraram evidências que sustentem a hipótese de que os cientistas ingleses teriam intenção de vazar os dados para distorcer os dados que a ONU utiliza como base científica para alegar que o aumento das emissões de poluentes influencia na elevação da temperatura global.

 

 

Após o vazamento dos e-mails do servidor da Universidade East Anglia, o debate sobre as mudanças climáticas ganhou a participação de cientistas e políticos que criticam a decisão dos países de gastar trilhões de dólares para combater as emissões de poluentes.

 

O caso, que ficou conhecido como "Climagate", foi constituído pelo vazamento de milhares de mensagens eletrônicas trocadas por cientistas da Universidade East Anglia que teriam distorcido dados científicos sobre as mudanças climáticas para criar um alerta maior para as emissões de poluentes.

 

"Nós não achamos nenhuma evidência de qualquer tipo de prática científica manipulada e de má fé. O que vimos foi um grupo de dedicados, mas um pouco desorganizados, cientistas que trabalham com objetividade e isenção", afirmou Ronald Oxburgh, coordenador da sindicância.

 

"Há críticas sobre a forma que este grupo manuseia as estatísticas, então recomendamos aos cientistas que trabalhem mais próximos com profissionais de estatística no futuro", completou Oxburgh.

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