Regra complicada não tira interesse

Apresentação de jogo foi num sábado às 8h

Lucas Frasão, especial para O Estado de S.Paulo,

16 Abril 2009 | 21h28

SÃO PAULO - O estudante Cristiano Alves, de 15 anos, lançou primeiro os dados e avançou, logo de início, 11 casas no tabuleiro do Banco Imobiliário Sustentável. Tirou uma carta de sorte com os seguintes dizeres: “Você abriu uma ONG de proteção ambiental. Receba 50 mil créditos de carbono de cada jogador.” Ao ouvir o comunicado, Mateus Galissi Miliam, de 14 anos, e João dos Santos Pereira, de 15, mecanicamente entregaram a quantia ao sortudo do carbono. Depois, continuaram a partida como se a conhecessem há tempos. No entanto, jogavam a versão sustentável pela primeira vez, observados pela reportagem. Às vezes, não sabiam localizar as reservas naturais que aparecem no tabuleiro. No fim, Mateus opinou que a versão “podia ser melhor”, porque não muda a maneira de jogar. Para João, o competidor “acaba aprendendo mesmo sem perceber”.

 

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Reações, vale dizer, pouco entusiasmadas se comparadas às do pessoal que compareceu ao lançamento de Negócio Sustentável, na USP, em 28 de março. Um sábado em que todos chegaram às 8 horas para ouvir as complexas explicações sobre o jogo, que utiliza cinco recursos indispensáveis ao planeta: os naturais, os pessoais, o dinheiro, o conhecimento e a tecnologia. Claudia Orsini, de 21 anos, e André Pereira de Godoy, de 22, estudantes de Biologia na USP, aguardaram até quase o horário do almoço para começar a brincar. Gostaram, mesmo com a complexidade das rodadas e, às vezes, a falta de regras mais claras. Tiveram que sair antes do fim, mas queriam ter ficado. “Nem reparei nas minhas peças, mas se todos alcançavam os objetivos”, disse Claudia. “O jogo mostra a importância da interação com os outros participantes”, comentou André.

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