Reduzir corrupção é vital para proteger meio ambiente-relatório

Os mecanismos para a luta contra a mudança climática devem ser fortalecidos e ter maior transparência a fim de reduzir os crescentes riscos de corrupção, afirmou a Transparência Internacional (TI) em um relatório divulgado neste sábado, 30.

NINA CHESTNEY, REUTERS

30 de abril de 2011 | 16h19

O relatório intitulado Corrupção Global: Mudanças Climáticas foi elaborado com contribuições de mais de 50 especialistas e determinou que um monitoramento mais efetivo é necessário nos países que enfrentam maior impacto do aquecimento global, o que faria com que as políticas funcionem corretamente.

No ranking do grupo, sediado em Berlim, sobre as nações com maior risco de corrupção, no qual 0 significa extremamente corrupto e 10 equivale a "muito íntegro", nenhum dos 20 países afetados pelas mudanças climáticas, especialmente na África e no sul da Ásia, obteve pontuação superior a 3,5.

O relatório considerou que o Afeganistão possui o maior risco de corrupção com uma pontuação de 1,4, enquanto a Tailância obteve nota de 3,5.

Espera-se que os investimentos totais para combater as mudanças climáticas se aproximem de 700 milhões de dólares em 2020.

"De onde fluem novos fluxos de dinheiro por meio de mercados e mecanismos novos, sempre existe o risco de corrupção", assinalou o relatório da TI.

Os riscos de corrupção são altos devido à complexidade, à incerteza e à falta de experiência com muitos temas vinculados ao aquecilmento global e à proteção do meio ambiente, disse o relatório.

(Reportagem de Nina Chestney)

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