Redução do álcool na gasolina desagrada a área ambiental

Coordenador do programa de qualidade do ar do MMA diz que medida envia uma 'mensagem indesejável'

Carlos Orsi, do estadao.com.br,

12 Janeiro 2010 | 17h05

A redução da mistura de álcool na gasolina, de 25% para 20%, válida por três meses, determinada nesta semana pelo governo para começar a valer em 1ºde fevereiro, envia uma "mensagem indesejável", diz o coordenador-geral do programa de qualidade do ar do Ministério do Meio Ambiente, Rudolf Noronha. "O ideal, para  a área ambiental, é que isso não tivesse ocorrido".

 

Mistura de álcool na gasolina cai para 20%

Lobão: governo quer evitar que etanol continue a subir

Mistura de etanol à gasolina cairá para 20% por 90 dias

 

"Como a medida tem determinação de durar por apenas três meses, o impacto nas emissões globais brasileiras de gases do efeito estufa, e na saúde das pessoas nas grandes cidades, não deve ser significativo", afirma ele. "Mas, mesmo assim, o fato é que se está tirando um combustível renovável e colocando-se um não renovável".

 

Segundo o Ministério das Minas e Energia, a medida deve representar uma economia de 100 milhões de litros de álcool ao mês, durante seu período de vigência. Ela foi adotada para evitar que falte álcool nos postos de combustível, e para conter a escalada do preço do etanol.

 

Para Noronha, o importante é que a mistura do álcool na gasolina volte ao nível normal o quanto antes e que, se possível, até aumente.

 

 "Infelizmente, a questão econômica predomina", disse ele.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.