Reações ao acordo sobre o clima fechado em Copenhague

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chegou a um acordo sobre mudanças climáticas após uma reunião com os líderes de China, Índia e África do Sul, disse uma autoridade norte-americana. O acordo, no entanto, está longe do que se esperava da conferência em Copenhague.  

REUTERS

18 Dezembro 2009 | 19h52

Veja a seguir comentários sobre o documento:             

Barack Obama, presidente americano

"Será um longo caminho e levará algum tempo. Ainda temos muito trabalho pela frente. Estamos nisso juntos e nós saberemos quem está e quem não está cumprindo as obrigações mútuas que estamos planejando"

 

Nicolas Sarkozy, presidente francês

"Não é um acordo perfeito"

Comunicado da Casa Branca

"Nenhum país está inteiramente satisfeito com todos os itens, mas é um acordo significativo e um passo histórico"

Pia Ahrenkilde Hansen, porta-voz da Comissão Europeia

"Um acordo é melhor que nenhum acordo. O que deve ser fechado hoje está bem aquém das nossas expectativas. Mas mantém vivos nossos objetivos e nossas ambições"

Sergio Serra, embaixador do Brasil para o clima "(O acordo) é bastante frustante, mas não é um fracasso. Isso porque concordamos em nos encontrar novamente e ligar com esses problemas que ficaram pendentes"

Tim Jones, representante do Movimento pelo Desenvolvimento Global

"Esse encontro foi uma completa confusão do início ao fim, culminando com um fracasso monumental que condenou milhões de pessoas no mundo a um sofrimento indescritível. Dizer que esse acordo é de alguma maneira histórico ou significativo é ignorar o fato de que ele não tem um conteúdo concreto. É totalmente sem sentido."

Veja também:

linkTexto da COP-15 não prevê prazo nem metas para acordo 

blog Blog da COP: o dia a dia na cúpula

especial COP-15, acompanhe os principais fatos

especial Glossário sobre o aquecimento global

 

John Sauven, diretor do Greenpeace da Grã-Bretanha

 "Parece que há poucos políticos nesse mundo capazes de olhar além do horizonte de seus próprios interesses, quem diria se preocupar com milhões de pessoas que estão enfrentando a ameça das mudanças climáticas. Está claro agora que para combater o aquecimento global será necessário um modelo político radicalmente diferente desse que vimos em Copenhague. Não sabemos ainda o que teremos exatamente do acordo, mas parece que não será nada nem perto das necessidades do mundo"  

 

John Lanchber, da organização Birdlife International

"Parece muito vago. Não há próximo passo, nada para ligar a um acordo final e como fazê-lo".

 

Steve Sawyer, secretário-geral do Conselho Global de Energia Eólica

"Com base nos esboços que li até agora (do acordo) ... uma declaração política como essa sozinha não faz muito mais do que mascarar o fato de que governos não conseguiram manter as promessas que fizeram uns aos outros (em Bali, na Indonésia, há dois anos, durante a inauguração das negociações de dois anos sobe o clima que deveriam ter terminado com um pacto)".

John Ashe, presidente das negociações do Protocolo de Kyoto

"Dado o ponto de onde começamos e as expectativas para essa conferência, qualquer coisa menos que um acordo vinculante é decepcionante".

"Por outro lado, sou um pouco realista e portanto reconheço que talvez as expectativas fossem muito altas e o fato de que há um acordo -- ainda não vi os detalhes, vi as versões anteriores, não vi esta última -- o fato de que agora há um acordo talvez nos dê algo no que colocar nossas esperanças".

"Espero que isso leve a trabalhos sérios em 2010 para que possamos concluir o que originalmente planejávamos fazer aqui em Copenhague, podemos concluir isso, talvez, até junho, ou, se não, até dezembro de 2010".

(Reportagem de Gerard Wynn)

 

 

Mais conteúdo sobre:
AMBIENTECOPENHAGUEREACAO*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.