Radioatividade de poços de água da Bahia será analisada

O consumo de água das fontes contaminadas está suspenso

Clarissa Thomé, de O Estado de S. Paulo

02 Dezembro 2009 | 10h46

Instituto de Gestão das Águas e Clima (Ingá) da Bahia começa hoje a medir a radioatividade de 50 poços que ficam na área da mina de extração de urânio das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Caetité (BA).

 

A decisão foi tomada depois que testes detectaram radioatividade acima do permitido pelo Ministério da Saúde em seis poços e mananciais superficiais de três municípios vizinhos à mina. O consumo de água dessas fontes está suspenso.

 

Na bica do Chafariz Público do povoado de Maniaçu, em Caetité, foi encontrado o nível mais alto de radiação: 0,5 para alfa e 2,3 para beta. Os limites são 0,1 e 1, respectivamente. Em níveis elevados, as duas radiações provocam câncer.

 

A causa da alta radioatividade ainda não foi determinada, e o Ingá aguarda laudo. No mês passado, o Greenpeace foi avisado por moradores e ativistas de um vazamento na mina.

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