Quênia lança programa para proteger leões de extinção

Com o programa nacional de gestão de carnívoros, serão protegidos leões, guepardos, cães selvagens e hienas

EFE,

18 Fevereiro 2010 | 18h23

O Serviço de Vida Selvagem do Quênia (KWS, na sigla em inglês) inaugurou um programa para a proteção dos grandes carnívoros do país, especialmente os leões, cujo número caiu de 2,8 mil para 2 mil nos últimos oito anos, a largos passos para à extinção completa.

 

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Com o programa nacional das estratégias de gestão de carnívoros, serão protegidos os leões, guepardos, cães selvagens e hienas, cujas populações se reduziram substancialmente nos últimos anos.

 

O sexto grande carnívoro do Quênia, o leopardo, entrará no programa em uma fase mais avançada.

"Os animais estão aí fora, em perigo de extinção, e não sabem disso; mas nós humanos somos responsáveis e temos o dever de estabelecer estratégias, não só para conservá-los, mas também para aumentar a sua população", disse David Mwiraria, presidente do conselho de administração do KWS.

 

Segundo cientistas da agência, a principal causa da redução do número de carnívoros selvagens é a perda de seu hábitat, que recentemente foi acentuada pela seca e a mudança climática.

 

Isto gerou o aumento dos conflitos entre seres humanos e estes animais, que diante da falta de presas naturais atacam os povoados e o gado.

Conforme o KWS, no caso das hienas se acrescenta "a má imagem destes animais", que levou algumas comunidades tentarem tenham exterminá-las.

 

"Estes grandes carnívoros são o tesouro que o Quênia quer manter durante muito tempo", assinalou Noah Wekesa, ministro que foi o encarregado de lançar a campanha.

 

Wekesa destacou que a proteção destes depredadores, especialmente os leões, atende não só aos motivos ambientais, mas também econômicos, já que a presença dos ferozes é um dos maiores atrativos turísticos do Quênia.

 

"Todos os turistas que vêm ao Quênia querem ver leões e guepardos. Se não fizermos algo agora, em 50 anos não restará vida selvagem no Quênia", ressaltou Wekesa.

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