Propostas da sociedade civil ficarão de fora

BRASÍLIA - As recomendações que a sociedade civil apresentar durante a Rio+20 não serão acolhidas no documento final da conferência. "A ideia não é influenciar o documento, mas alimentar o debate do pós- Rio+20", disse nesta quinta-feira o negociador-chefe da delegação brasileira para a Rio+20, embaixador André Corrêa do Lago.

Marta Salomon, O Estado de S.Paulo

18 Maio 2012 | 03h05

O documento final da conferência passará por uma nova rodada de negociações a partir da próxima semana e está longe de um formato final. Nesta quinta-feira, o Itamaraty confirmou a participação do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, na Rio+20.

Lago defendeu a participação da sociedade civil, de empresários, acadêmicos e ONGs nos Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável, mesas de debates com especialistas abertas ao público. O evento ocorrerá de 16 a 19 de junho, entre as reuniões preliminares dos negociadores e a reunião final dos chefes de Estado da Rio+20, no Riocentro.

Os painéis abordarão dez temas, como combate à pobreza, cidades sustentáveis e oceanos. ONGs ameaçam boicotar a iniciativa. "Adoraríamos que todos participassem, mas há várias outras maneiras de a sociedade civil estar presente, e isso é legítimo", reagiu o embaixador, que estimulou a participação da população desde já por meio da plataforma digital na internet, onde as sugestões para os Diálogos serão moderadas por universidades de vários países.

Sobre cada um dos dez temas, as mesas definirão três recomendações a serem levadas aos chefes de Estado.

Os Diálogos são uma iniciativa brasileira avalizada pelas Nações Unidas e, segundo Lago, não substituem outros eventos paralelos promovidos pela sociedade civil. "A maior sensação de êxito antecipado é a lista de eventos paralelos no Rio."

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