Proposta para reduzir matança de baleias enfrenta impasse

A frota japonesa caça baleias na Antártida e no noroeste do Pacífico, valendo-se de uma brecha no acordo

Associated Press,

22 Junho 2009 | 13h00

A Comissão Baleeira Internacional (CBI) iniciou nesta segunda-feira, 22, a discussão de um possível acordo que poderá reduzir o número de baleias mortas a cada ano. No entanto, grupos ambientalistas manifestaram pouca esperança de um avanço significativo na disputa que já dura duas décadas. A reunião anual da CBI acontece ao longo desta semana na Ilha da Madeira, em Portugal.

 

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japão, Islândia e Noruega mantêm operações comerciais de caça à baleia que matam cerca de 2 mil animais a CAD ano, e relutam em abandonar a atividade.

 

Países que se põem à caça, como EUA, os membros da União Europeia e a Austrália querem fortalecer as restrições que constam  de uma moratória da caça firmada em 1986.

 

A frota japonesa caça baleias na Antártida e no noroeste do Pacífico, valendo-se de uma brecha no acordo da CBI que permite a caça para fins científicos. O governo japonês também argumenta que a proibição da caça comercial viola tradições culturais.

 

Críticos dizem que o programa de estudos científicos não passa de uma fachada para caça comercial, e que avanços tecnológicos tornam desnecessária a matança dos animais. Ambientalistas vêm enfrentando a frota baleeira japonesa em alto-mar, a fim de impedir as caçadas.

Delegados de mais de 80 países examinam uma proposta submetida à CBI pela qual o Japão abriria mão pelo menos parte de sua cota de caça para fins científicos na Antártida, em troca do direito de realizar caça comercial em suas águas territoriais.

 

Mas observadores familiarizados com as negociações dizem que tanto os defensores quanto os opositores da caça parecem determinados a não ceder.

 

A ativista de defesa das baleias do Greenpeace, Sara Holden, teme que as negociações caminhem para um impasse. "Minha principal preocupação é que os delegados vão se limitar a ficar sentados, contentando-se em conversar enquanto as baleias continuam  a morrer", disse.

 

A CBI havia encomendado, no ano passado, um relatório sobre como conciliar o manejo das populações e a conservação das baleias.

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