AFP PHOTO /MICHAEL KAPPELER
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Projeto de retirada de carbono da economia tem aprovação de maioria dos ativistas

Entidades como Greenpeace e European Climate Foundation consideraram o entendimento um avanço

Fábio de Castro, O Estado de S. paulo

08 Junho 2015 | 22h34

A proposta do G-7 para “descarbonizar” a economia até 2050 teve a aprovação da maioria dos ativistas ambientais. Entidades como Greenpeace e European Climate Foundation (ECF) consideraram o entendimento um avanço. “Trata-se de marco importante na rota para um novo acordo climático em Paris”, saudou a ECF. Para o coletivo European Climate, trata-se de “declaração histórica que anuncia o fim da era da energia fóssil”.

Jennifer Morgan, responsável pelas questões climáticas no World Resources Institute, destacou que, “pela primeira vez, os dirigentes do G-7 aprovam o objetivo de descarbonizar a economia”.

André Nahur, coordenador de Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil, afirmou que a declaração do G-7 tem um peso político importante. “A proposta de ‘descarbonização’ trouxe vários sinais positivos. O Fundo Soberano Norueguês anunciou que vai começar a descarbonização de seus investimentos. Grandes empresas petroleiras, como a Shell, assumiram compromissos sobre mudanças climáticas e anunciaram que apoiam a precificação dos créditos de carbono no contexto internacional”, destacou.

Para Christoph Bals, diretor de políticas da ONG Germanwatch, o G-7 colocou firmemente o fim da era dos combustíveis fósseis na agenda política global. “Todos os países se comprometeram com a transição para uma economia de baixo carbono e com o apoio à implementação das energias renováveis nos países em desenvolvimento. Com isso, a cúpula do G-7 envia um sinal forte para o sucesso do acordo climático que deve ser feito em Paris no fim deste ano”, afirmou.

Críticos. Já a Oxfam foi mais cética. “Os dirigentes do G-7 fizeram tímidos progressos”, afirmou Nicolas Vercken, diretor da Oxfam France. “Não está à altura dos engajamentos em redução de emissões de gases que são esperados.” / ANDREI NETTO e AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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