Promessas de corte de CO2 ficam abaixo do necessário, diz ONU

Comprimissos assumidos em Copenhague correspondem za apenas 60% da redução necessária

Associated Press, AP

23 Novembro 2010 | 18h05

Os cortes de emissão de CO2 prometidos pelos países na cúpula de Copenhague do ano passado estão abaixo do necessário para evitar as piores consequências da mudança climática, disse a agência ambiental das Nações Unidas.

 

O relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) é divulgado no momento em que negociadores se preparam para uma nova rodada de conversações sobre o tema, a partir da próxima semana em Cancún, no México.

 

Mesmo se os compromissos voluntários adotados no ano passado no chamado Acordo de Copenhague fossem cumpridos integralmente, isso só atingiria 60% dos cortes de emissão necessários para impedir que as temperaturas subam mais de 2º C sobre os níveis pré-industriais, elevação considerada a máxima possível antes que efeitos catastróficos se façam sentir.

 

Mas o diretor-executivo do Pnuma, Achim Steiner, referiu-se aos compromissos como "um bom primeiro passo", e disse que a diferença pode ser suprida com cortes mais intensos.

 

"Há uma lacuna entre a ciência e os níveis atuais de ambição", disse Steiner, em nota. "Mas o que o relatório mostra é que as opções na mesa agora podem nos levar quase a 60% do caminho".

 

O fracasso na elaboração de um acordo com força de lei na reunião de Copenhague lançou dúvidas sobre as conversações entre 194 países poderão chegar a um acordo com metas obrigatórias para deter o aquecimento global.

 

O núcleo do problema tem sido a necessidade de uma fórmula de consenso para reduções obrigatórias nas emissões nacionais de gases causadores do efeito estufa. A disputa principal é travada entre EUA e China. Não se espera que o impasse seja resolvido em Cancún.

Em vez disso, os delegados focalizarão a ajuda financeira para as vítimas da mudança climática, desflorestamento e outras questões secundárias, numa tentativa de dar impulso a um acordo que poderá ser firmado na África do Sul em 2011 ou na Cúpula da Terra do Rio de Janeiro, em 2012.

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