Projeto investe R$ 3,6 mi em ações para levar água potável ao semiárido
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Projeto investe R$ 3,6 mi em ações para levar água potável ao semiárido

Dinheiro, obtido com lucro da venda de água mineral, já beneficiou cerca de 40 mil pessoas, em pouco mais de dois anos

Cerveja Ambev, Media Lab Estadao
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20 de dezembro de 2019 | 16h24


Garantir que todos tenham acesso universal e equitativo à água potável até 2030 é uma das 169 metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU). Embora nesse quesito o mundo tenha progredido nos últimos anos, para boa parte da população, dispor desse bem básico e fundamental ainda é realidade distante. Relatório sobre desenvolvimento dos recursos hídricos, divulgado neste ano pela ONU, revelou que mais de 2 bilhões vivem sem água limpa e segura em casa. Significa dizer que quase uma em cada três pessoas no planeta é privada de algo reconhecido internacionalmente como um direito humano.

No Brasil, 33,1 milhões não contam com abastecimento de água tratada, conforme dados mais recentes do Sistema de Informações de Saneamento (SNIS). No Nordeste, onde está a maior parte do semiárido, o índice de atendimento é de 74,2%, abaixo da média nacional (83,6%)— a região só não fica atrás do Norte, que apesar de concentrar 80% da água doce do País, tem média de 57,1%. E é justamente no semiárido brasileiro, área castigada pela seca e marcada por alta vulnerabilidade social, que uma inciativa está ajudando a levar qualidade de vida a moradores de comunidades rurais. Lançada em março de 2017 pela Cervejaria Ambev, a água mineral AMA — prefixo de várias palavras que significam chuva na língua tupi — destina 100% do lucro proveniente da venda do produto a projetos de acesso à água potável, como construção de cisternas, instalação de sistema de reuso, escavação de poços profundos, entre outros.

Com arrecadação superior a R$ 3,6 milhões, a inciativa até agora apoiou 50 projetos, beneficiando mais de 43 mil pessoas nos nove estados do semiárido (Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Piauí, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe). Apenas neste ano, foram destinados R$ 720 mil. A expectativa é dobrar as vendas de AMA em 2020 e ajudar o maior número de pessoas possível.

A preocupação em investir em um negócio social veio de uma inquietação, como conta Carla Crippa, Diretora de Relações Corporativas da Cervejaria Ambev. “AMA é fruto da nossa evolução de pensamento sobre água: nós sempre a enxergamos e valorizamos como um recurso essencial para nosso negócio. Afinal, qualquer cerveja é composta majoritariamente por água. Por isso, há 20 anos desenvolvemos iniciativas em nossas cervejarias e nas comunidades onde atuamos para garantir o bom uso e a proteção dos recursos hídricos. Ainda assim, de acordo com estudos da ONU, existem 35 milhões de brasileiros sem acesso à água potável. Como podemos nos comprometer a cuidar da água e não fazer nada em relação a este cenário?”

 

NA LATA

A questão da sustentabilidade é um pilar tão relevante no projeto AMA que a Ambev decidiu trazer uma inovação para o mercado brasileiro: a primeira água mineral do País em lata de alumínio. Além de contribuir para a redução do uso de plástico, o material pode ser reciclado infinitamente. “Cerca de 97,3% das latas de alumínio são recicladas e têm, em média, um ciclo de 60 dias desde o momento da compra para voltar às prateleiras dos mercados. Com isso, esperamos continuar ampliando o impacto positivo que temos”, finaliza Carla.

Fundação elogia iniciativa da Ambev: “ousada e inovadora”

Entre AMA e as ações apoiadas pelo projeto existe um importante elo: a Fundação Avina, que tem entre seus focos a ascensão de comunidades vulneráveis e a construção de processos colaborativos. Há 25 anos atuando na América Latina, a entidade trabalha principalmente com temas relacionados ao desenvolvimento sustentável. “A Ambev já tinha o desejo de fazer esse produto social, que é a AMA. Viemos com a ideia de utilizar o recurso para promover o acesso à água”, conta Juliana Strobel, gerente programática da instituição. Ela explica que a fundação ajuda a identificar os parceiros locais que serão financiados pela iniciativa. “Não é a Avina quem fica na ponta. É importante que a instrumentação se dê por meio de uma organização que tenha um vínculo com o beneficiário final.” Juliana completa: “Quando envolvemos o parceiro local, estamos de fato contribuindo para a sustentabilidade em longo prazo daquela intervenção que fazemos.”

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CADA VEZ MAIS AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS trarão conflitos. É importante que outras empresas comecem a se preocupar mais com seu impacto
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Juliana Strobel, gerente programática da Fundação Avina

A gerente programática considera o projeto AMA uma iniciativa “ousada e inovadora”. “Tem um fator extra importante: estamos em um contexto de acirramento das mudanças climáticas. Cada vez mais, a água será disputada por consumidor final, por empresas, por governos. No momento em que uma empresa se disponibiliza a olhar essa questão de frente e reverter o lucro de um produto para essa situação, isso mostra um comprometimento legítimo com a causa”, enfatiza. Ela acrescenta que cada vez mais as mudanças climáticas trarão conflitos, problema identificado pela ONU. “Aos poucos, é importante que outras empresas façam como a Ambev e que comecem a se preocupar um pouco mais com seu impacto, compreendendo como a utilização de certos recursos naturais pode também afetar a vida de outras comunidades.”

Como AMA ajuda regiões a enfrentarem a seca

No Agreste da Paraíba e no Vale do Jequitinhonha, Nordeste de Minas Gerais, uma inciativa financiada pela AMA tem ajudado escolas públicas

a superar um problema crônico: a falta de água, que afeta diretamente o calendário de aulas. Executado pelo Serviço Pastoral dos Migrantes (SPM), o projeto é baseado na instalação de cisternas para a captação de chuva, que é devidamente tratada e utilizada no abastecimento das instituições de ensino.

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CHAMAMOS O PROJETO DE ÁGUAS DO SABER, porque a perspectiva de captar água e saber manuseá-la é importante para uma boa segurança hídrica da região
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Roberto Saraiva,, coordenador do Serviço Pastoral dos Migrantes

Ele trabalha ainda com o reuso da água que seria perdida no ralo da pia das cozinhas dos colégios. Após passar por um processo de filtragem,

o líquido é direcionado para a irrigação de hortas de base agroecológica, também implementadas pela inciativa. São os próprios estudantes que,

com orientação dos professores, cuidam da plantação como atividade pedagógica. Os vegetais cultivados reforçam a merenda servida aos alunos, promovendo segurança alimentar e nutricional. “Consideramos um projeto integrado, porque parte do princípio de uma educação ambiental para o manejo adequado do recurso hídrico e, desse manejo, para a produção de alimentos saudáveis. É mais do que levar água potável. É gerar conhecimento”, diz Roberto Saraiva, coordenador do Serviço Pastoral dos Migrantes.

O Águas do Saber, como é chamado pelo SPM, beneficia em torno de 1.500 alunos de oito escolasem regiões que têm uma irregularidade forte de chuvas e dificuldades no abastecimento de água, especialmente no meio rural. “Vamos a lugares em que muitas vezes o Estado não vai. É uma política extremamente importante”, afirma Saraiva, destacando a relevância do apoio de AMA para dar ainda mais capilaridade às ações.”

COMUNIDADES MOBILIZADAS

A AMA está fazendo a diferença também no Ceará, estado que apresentou 91,85% do seu território com algum nível de seca em novembro. O projeto financia algumas ações do Sisar (Sistema Integrado de Saneamento Rural), que usa a associação comunitária na gestão de sistemas de abastecimento de água e esgoto. “Antes, o sistema era construído e, depois de um, dois anos, ficava sucateado. O governo realizava a obra e, muitas vezes, o município não tinha capacidade de gerir. Com o Sisar, a gestão fica com a comunidade, que conta com apoio na parte técnica,

na capacitação e no controle da água”, explica Marcondes Ribeiro, diretor-presidente do Instituto Sisar.

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ESTAMOS LEVANDO QUALIDADE DE VIDA, evitando que as pessoas fiquem doentes, que é o grande foco do saneamento
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Marcondes Ribeiro, diretor-presidente do Instituto Sisar

Ele ressalta que o modelo de gestão resgata a cidadania e ajuda a manter as tradições locais. “Onde há água, há vida. Sem água, a cultura local se acaba. Além disso, conseguimos fortalecer as comunidades.” Os recursos de AMA são investidos em sete Sisar’s, levando qualidade de vida e dignidade a mais de mil famílias. Em seis deles, o apoio também rendeu projetos de energia fotovoltaica e de perfuração de poços. “Toda parceira é bem-vinda, sobretudo, quando é para a população carente. A AMA está fazendo um papel social muito relevante.”

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