Projeto como 'CSI' ajudará a investigar crimes contra animais

Será o primeiro projeto de ciência forense veterinária dos EUA e poderá conduzir até 200 casos em dois anos

Efe,

16 Janeiro 2009 | 16h04

A Universidade da Flórida e a Sociedade Americana para a Prevenção da Crueldade a Animais (ASPCA, em inglês) anunciaram nesta sexta-feira, 16, o primeiro projeto de ciência forense veterinária dos Estados Unidos que ajudará a investigar crimes contra animais.   O projeto poderia conduzir até 200 casos de crueldade animal nos dois primeiros anos e aumentaria dramaticamente o número de profissionais nessa área.   "Estamos transferindo nosso conhecimento da ciência forense a este novo campo dedicado a resolver crimes contra os animais", disse Bruce Goldberger, diretor do Centro de Medicina Legal William R. Maples da Universidade da Flórida, a UFA, no noroeste do estado.   Todos os anos, a ASPCA investiga mais de cinco mil casos de crueldade animal e detém ou emite intimações a mais de 300 pessoas e os crimes incluem negligência, abandono, brigas de cachorros e de galos, entre outros.   O projeto parece com a famosa série de televisão CSI, na qual peritos resolvem crimes através da análise de DNA, provas balísticas e outros recursos.   Os participantes receberão treinamento nas salas de aula da UFA e pela internet mediante a recém-formada Associação Internacional de Ciência Legal Veterinária.   A colaboração entre a universidade e a ASPCA começou há um ano quando as instituições organizaram uma conferência sobre o uso da medicina forense para investigar a crueldade animal.   Os organizadores do evento esperavam que assistissem só alguns especialistas, mas participaram cerca de 200 dos Estados Unidos e de nove países.   "Isso significa que os padrões de pesquisas e o uso da ciência para documentar o que aconteceu aos animais (vítimas da crueldade) são muito mais elevados do que há cinco anos", informou Randall Lockwood, vice-presidente dos serviços anticrueldade animal da ASPCA.

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