Produtores do MT discutem medidas contra desmatamento

Nota da federação agropecuária diz que decreto do governo 'gerará graves problemas na economia da região'

25 de janeiro de 2008 | 18h00

 A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) convocou todos os sindicatos rurais para uma reunião na próxima terça-feira, em Cuiabá, na qual vão discutir as alterações na gestão ambiental que vai atingir 19 municípios do Estado. A reunião será às 14 horas do horário local, 15 horas em Brasília.     Veja Também:   Vídeo: Agricultura e pecuária não são causas  Marina: bancos não financiarão ação com desmatamento PF reforça efetivo na Amazônia com mais 800 agentes CPI do Desmatamento será prioridade na Câmara dos Deputados Taxa mensal de desmatamento na Amazônia disparou em 2007 Lula convoca reunião de emergência sobre Amazônia Acompanhe a evolução do desmatamento  Ainda há tempo para salvar a Amazônia?   Em nota distribuída nesta sexta-feira, a Famato argumentou que a ausência de fiscalização na região norte do Estado, e a falta de estrutura das repartições públicas envolvidas na questão ambiental, são obstáculos para o cumprimento das medidas definidas pelo governo Federal. O decreto 6.321, de 21 de dezembro de 2007, altera a gestão ambiental em 36 municípios da Amazônia Legal, 19 deles em território mato-grossense.   A Famato diz reconhecer que os instrumentos normativos para controle do meio ambiente utilizados pelo Poder Público são legítimos e diz que os produtores rurais estão buscando se adequar à legislação brasileira. Na nota oficial publica divulgada nesta sexta-feira, 25, a entidade diz que 31 mil produtores rurais da região serão afetados.   Confira a íntegra da nota:   A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso - FAMATO vêm a público manifestar-se acerca do Decreto 6.321 de 21 de dezembro último, onde o Governo Federal introduz profundas alterações na gestão ambiental em 36 municípios da Amazônia Legal sendo 19 do Estado de Mato Grosso.    Entende a Diretoria da FAMATO que é legítimo o poder público utilizar-se de instrumentos normativos para o controle do meio ambiente em todo o Brasil, porém, os produtores rurais do Estado de Mato Grosso têm demonstrado formalmente o desejo de adequarem suas propriedades às exigências da complexa legislação brasileira.    Desta forma, se conclui que este Decreto Federal não contribui proativamente para a solução dos problemas ambientais na Amazônia, ao contrário, gerará apenas graves problemas na economia da região, em função do travamento dos mercados para mais de 31 mil propriedades e as obrigações impostas não serão atendidas em função da permanente ausência do Estado na Região e ainda, pela mais absoluta falta de estrutura das repartições públicas envolvidas.    Cuiabá, MT, 25 de Janeiro de 2008

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