Produtor de petróleo queria tratamento de 'país vulnerável'

Arábia Saudita e outras nações argumentam que as políticas de redução de emissões podem causar perdas em suas economias

Denise Chrispim Marin, Enviada especial de O Estado de S. Paulo

03 Novembro 2014 | 02h03

COPENHAGUE - Ao se apresentarem como países vulneráveis às mudanças climáticas, a Arábia Saudita, a Venezuela e outros países produtores de petróleo abortaram a tentativa dos cientistas do IPCC de elaborar um texto adicional. Sauditas e seus aliados sustentaram que as políticas de redução de emissões de gases do efeito estufa provocarão perdas para suas economias e a necessidade de reestruturação produtiva.

Inicialmente, os cientistas pretendiam conferir o selo de vulneráveis para nações. Isso garantiria benefícios e proteções para a sociedade e o ecossistema expostos a riscos extremos da mudança climática, como o de desaparecimento. Tuvalu, na Oceania, por exemplo, pode perder grande parte de seu território com o aumento do nível do mar, assim como as Ilhas Maldivas, no Oceano Índico. Nações africanas que já convivem com altos índices de pobreza, por sua vez, estão arriscadas à fome extrema.

Quando confrontado por um representante do governo saudita sobre a necessidade de o IPCC considerar os efeitos da "falta de espaço" para mais emissões de carbono, o presidente Pachauri não escondeu a desaprovação. "Não há temporais no deserto", declarou, referindo-se a um dos efeitos extremos das alterações climáticas.

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