Problema em 2 navios atrasa pesquisas na Antártida

Um deles teve falha mecânica; o outro, defeito no purificador de água

Carlos Orsi, Enviado especial de O Estado de S. Paulo

01 Dezembro 2009 | 17h47

Um problema mecânico atrasou a viagem do Navio de Apoio Oceanográfico (NapOc) Ary Rongel à Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF) e atrapalhou o cronograma de trabalho de vários pesquisadores. O navio deveria ter partido do Chile no início da semana passada, mas acabou retido no porto de Asmar, em Punta Arenas. Ele deve chegar a seu destino ainda nesta semana, trazendo equipamentos e materiais necessários para que os cientistas brasileiros na Antártida façam suas pesquisas. 

 

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O outro navio do Programa Antártico, o Navio Polar (Npo) Almirante Maximiano, chamado de “Max” ou “Tio Max” pela tripulação, esteve na região antártica até a semana passada e se encontra a caminho de Ushuaia, na Argentina, após seu sistema de purificação de água do mar ter problemas.

 

O problema com o Ary Rongel fez com que o grupo da pesquisadora Analia Garnero, da Universidade Federal do Pampa, pedisse empréstimos e doações de material de colegas. “Quando o material do navio chegar, podemos devolver”, disse ela. Outros pesquisadores não tiveram a mesma sorte e estão ou parados ou considerando mudar o foco de seus trabalhos, adaptando-se às condições disponíveis.

 

Os dois navios já se encontraram na Antártida, em meados de novembro, mas o mau tempo impediu o descarregamento completo dos porões do Rongel na EACF. Além de equipamento científico, permaneceram suprimentos no navio.

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