Evan Vucci/AP
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Pressionado, Obama faz nova visita a áreas atingidas por vazamento

Pressão popular faz presidente dos EUA priorizar ações de combate ao incidente no Golfo do México

Reuters e AP

28 Maio 2010 | 09h15

O presidente dos EUA, Barack Obama, viaja nesta sexta-feira, 28, à costa norte-americana do Golfo do México para avaliar os trabalhos de contenção do maior vazamento de petróleo da história do país.

 

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A viagem será a segunda de Obama à costa sul dos EUA desde o início do vazamento em 20 de abril, depois da explosão e naufrágio de uma plataforma de petróleo, que deixou 11 mortos.

 

Na véspera, Obama prometeu que o problema será resolvido, e reagiu às críticas que seu governo vem sofrendo pela suposta demora em agir. Segundo Obama, até sua filha Malia, de 11 anos, se mostra aflita. "Já tapou o buraco, papai?", teria perguntado ela, segundo o presidente.

 

Para muitos, o desastre da BP tem potencial para se tornar o Katrina do governo Obama - depois daquele furacão, em 2005, a popularidade do então presidente George W. Bush desabou, devido à atrapalhada reação do governo à tragédia.

 

No caso de Obama, o problema é que o governo federal não detém a tecnologia nem as ferramentas para resolver esse tipo de desastre a 1.600 metros de profundidade, e depende da BP para achar um jeito de conter o vazamento. O governo tem responsabilizado integralmente a BP pelo desastre.

 

Vazamento controlado    

 

O vazamento de óleo e gás no Golfo do México foi estancado na operação que bombeia lama para dentro na saída do poço, mas é preciso esperar para certificar o sucesso da ação, afirmou nesta sexta-feira Thad Allen, comandante da Guarda Costeira dos Estados Unidos.

 

Em entrevista ao programa "Good Morning America, do canal de TV ABC, Allen disse que "as próximas 18 horas serão cruciais" na operação que tenta selar o vazamento de petróleo.

 

Durante o mesmo programa, Tony Hayward, presidente da companhia petrolífera BP nos EUA, afirmou que "a operação está indo muito bem e de acordo com o planejado". Segundo o executivo, a operação de bombeamento de lama no poço deverá ser retomada na noite desta sexta-feira.

 

Especialistas diziam ser preciso esperar alguns dias para determinar o sucesso da operação de estancamento, denominada "top kill", depois de outras alternativas terem fracassado. A própria BP mostra cautela e alerta que o cenário positivo pode ser revertido a qualquer momento.

 

Maior desastre ecológico

 

Cerca de um mês após o início do vazamento, o incidente no golfo passou a ser considerado o maior desastre ecológico da história dos Estados Unidos, superando o episódio denominado Exxon Valdez, em referência ao petroleiro que se partiu em 1989 na costa do Alasca, derramando o equivalente a 260 mil barris de petróleo no oceano.

 

Quando começou o vazamento, estimava-se que cerca de 5 mil barris de petróleo estavam sendo lançados para o mar diariamente. Agora, o número pode ser de até 19 mil, segundo Marcia McNutt, do Serviço Geológico dos EUA. Algumas estimativas falam em cerca de 25 mil barris por dia.

 

(Atualizada às 10h55)

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