Pressão por Código Florestal esvazia debate sobre acidente da Chevron

Audiência pública no Senado tinha como objetivo ouvir as explicações dos representantes da petroleira, mas alguns participantes precisaram sair para reunião sobre a votação de hoje

Andrea Jubé Vianna,

29 Novembro 2011 | 11h41

BRASÍLIA - A articulação pela votação do novo Código Florestal esvaziou a audiência pública conjunta realizada na manhã desta terça, 29, no Senado para que representantes da Chevron explicassem o vazamento de óleo ocorrido neste mês na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro.

O debate teve de ser suspenso momentaneamente, a fim de que o presidente da Comissão de Meio Ambiente, Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), participasse de reunião com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para discutir a votação do código no plenário da Casa. No momento, apenas os senadores Marcelo Crivella (PRB-RJ) e Eduardo Suplicy (PT-SP) acompanham o debate.

Durante o debate, o supervisor de Meio Ambiente da Chevron, Luiz Alberto Pimenta Borges, negou qualquer responsabilidade da companhia no vazamento de petróleo, afirmando que a empresa agiu rapidamente, "em quatro dias", para conter o vazamento. "Foi um resultado excelente", comentou, acrescentando que a companhia está trabalhando com transparência e se compromete a evitar futuros acidentes.

Presente no debate, o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), Curt Trennepohl, ressaltou que o órgão multou a Chevron em R$ 50 milhões, complementando que poderá ser aplicada outra sanção, no valor de R$ 10 milhões, caso a empresa não cumpra o plano de emergência firmado com o governo. O Ibama também se comprometerá com a fiscalização para que esses recursos sejam revertidos à efetiva reparação dos danos ambientais.

 

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