Pressão no poço da BP sugere que pode haver outro ponto de vazamento

O teste do tampão deve prosseguir por pelo menos mais seis horas

AP e REUTERS

16 Julho 2010 | 18h27

O principal representante do governo dos EUA na crise do vazamento de petróleo no Golfo do México, o almirante reformado da Guarda Costeira Thad Allen, disse que as leituras de pressão no tampão instalado sobre o poço da companhia British Petroleum não atingiram o nível que indicaria que não há outros pontos de vazamento do óleo.

 

Obama adverte que vazamento no Golfo ainda não foi solucionado

 

Allen declarou que pode haver duas explicações para a pressão inferior à esperada: a reserva de petróleo do poço pode ter se reduzido drasticamente após os quase três meses de vazamento descontrolado, ou pode haver outro ponto de vazamento ainda não encontrado.

 

Ele afirmou que o teste do tampão deve prosseguir por pelo menos mais seis horas, já que o resultado atual é inconclusivo. Depois disso, será feita uma avaliação para determinar se será necessário reabrir o poço e voltar a permitir que o óleo flua livremente para o oceano.

 

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, havia dito que, a despeito do aparente sucesso da British Petroleum para tampar o poço de petróleo, que vazou sem controle durante mais de 80 dias, o problema só estará resolvido quando poços auxiliares forem abertos.

 

A BP sufocou o vazamento na quinta-feira, 15, interrompendo o fluxo descontrolado de óleo para as águas do Golfo pela primeira vez desde 20 de abril, quando a explosão da plataforma petrolífera Deepwater Horizon causou o pior derramamento de petróleo da história dos Estados Unidos e uma catástrofe ambiental na região.

 

"O novo tampão é uma boa notícia, e seremos ou capazes de parar o fluxo ou de capturar todo o petróleo até que o poço auxiliar esteja pronto", disse o presidente. O poço deve ficar pronto em meados de agosto.

 

Mas Obama foi cauteloso: "Não teremos terminado até que saibamos de fato que matamos o poço e que temos uma solução permanente no local. Estamos indo nessa direção, mas não quero que nos precipitemos".

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