Presos 5 funcionários do Ibama acusados de vender madeira

Além dos servidores, ainda foram detidos um comerciante e um dono de serraria por crime contra fauna e flora

Simone Menocchi, da Agência Estado,

12 de março de 2008 | 21h46

Cinco funcionários do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama) da unidade do município de Lorena, no Vale do Paraíba, tiveram prisão temporária decratada nesta quarta-feira, 13, acusados de cortar árvores para a extração de madeira de uma reserva florestal.  Veja também:Em 5 anos, PF prendeu 126 funcionários do IbamaPreso chefe do Ibama acusado de comércio ilegal de madeiraEspecial: desmatamento  Além dos cinco servidores, um comerciante, dono de uma serraria, também teve prisão temporária. Todos são suspeitos de crimes contra a fauna e flora.  As prisões foram feitas pela Polícia Federal durante uma operação denominada "Pinóquio". Além da extração de madeira há ainda suspeita de que os servidores federais estejam envolvidos com a comercialização de aves raras também do parque, que tem 250 hectares de floresta. O flagrante aconteceu na manhã desta quarta-feira, depois de seis meses de investigações de policias federais e fiscais do Ibama, que estiveram na unidade e encontraram árvores cortadas e prontas para ser vendidas. De acordo com a bióloga Maura Watanabe, as espécies não são nativas, mas "jamais" poderiam ser cortadas sem autorização e sem um plano de manejo.  A PF também recolheu da unidade ferramentas, documentos, dinheiro e cheques que vão ajudar na investigação.  Entre os presos, que não tiveram os nomes revelados, está o diretor da unidade. "Foi constatada que a madeira realmente era comercializada para serrarias e madeireiras da região", disse o delegado da PF, Marcos Soares Custódio. Mandados de busca em serrarias de Lorena e Guaratinguetá também foram cumpridos.  Há suspeita que esses estabelecimentos compravam a madeira extraída da floresta pública. Além do crime ambiental os envolvidos também vão responder por formação de quadrilha, já que há indícios de que a venda ocorria há mais de dois anos. Os funcionários ainda podem responder por peculato. 

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