Presidente da COP renuncia e negociações estão paralisadas

Connie Hedgaard entrega a presidência da COP ao primeiro-ministo dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen

Com informações da Efe e de BBC

16 Dezembro 2009 | 20h41

A presidente da conferência das Nações Unidas para mudanças climáticas (COP-15) em Copenhague, Connie Hedegaard, renunciou ao cargo nesta quarta-feira, 16. No centro de convenções, as discussões emperraram por conta de questões como metas para países desenvolvidos e, principalmente, financiamento para redução de emissões de gases do efeito estufa em longo prazo.

 

Ainda nesta quarta-feira (16) os EUA anunciaram que devem doar US$ 1 bi para a redução de emissões por desmatamento e degradação florestal (REDD). O que, segundo o primeiro-ministro norueguês, Jens Stoltenberg, pode ajudar a destravar as negociações no Bella Centre.

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Hedegaard, que vinha sendo acusada por representantes de países em desenvolvimento de querer beneficiar os países ricos nas negociações, foi substituída pelo primeiro-ministro da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen. Ela disse que seria mais apropriado que a conferência fosse presidida pelo primeiro-ministro tendo em vista a presença de tantos chefes de Estado nos estágios decisivos do evento.

 

Na abertura da fase atual das negociações, entre ministros, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon pediu claramente que os líderes fechassem um acordo. "A hora é de fazer concessões", disse o sul-coreano.

 

Líderes a portas fechadas

 

Líderes de quase 120 países chegaram nesta quarta-feira a Copenhague, entre eles o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que participa de

encontros fechados.

 

Cerca de 35 mil pessoas se credenciaram para a reunião climática, mas a sede do encontro, o Bella Center, tem capacidade para apenas 15 mil. Diante das pressões, o número foi elevado para 18 mil. A ONU já cogita restringir o acesso à COP, por falta de segurança.

 

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, também já está na cidade e afirmou estar esperançoso sobre um acordo, apesar do atual impasse. "Há uma boa vontade para se chegar a um acordo", disse Brown, admitindo que essa é provavelmente a negociação mais difícil que já houve.

 

No entanto, as delegações não conseguiram sequer fechar um acordo preliminar para ser discutido pelos ministros.Hedgaard, antes de entregar a presidência da COP, teve que elaborar um documento baseado nas propostas já discutidas.

 

Países africanos e membros do G-77 criticaram a organização da conferência por, supostamente, se concentrar apenas nas negociações para um novo acordo climático, em vez de trabalhar paralelamente em uma extensão do Protocolo de Kyoto.

 

Países emergentes insistem que países desenvolvidos que ratificaram o protocolo devem se comprometer com maiores cortes de emissões dos gases que causam o efeito estufa.

 

A conferência das Nações Unidas sobre o clima vai até sexta-feira na capital da Dinamarca.

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