Prefeitura da Cidade do México proíbe uso de sacolas plásticas

Medida tem sido criticada por empresas; multas variam de 4.400 a 90.000 dólares

AFP

20 de agosto de 2010 | 14h55

A prefeitura da Cidade do México lançou multas que variam de 4.400 a 90.000 dólares para as empresas que fornecerem sacos de plástico aos seus clientes, fazendo valer a proibição legal da atividade. 

 

Desde a quinta-feira passada (12), as lojas são obrigadas a suspender a entrega de sacos de plástico aos clientes, em conformidade com uma lei aprovada em agosto de 2009 "que visa desencorajar o plástico, um dos principais resíduos sólidos poluentes ", disse uma fonte da prefeitura.

 

No entanto, as autoridades da prefeitura esclareceram que as sanções não serão executadas imediatamente, mas que as denúncias serão avaliadas após a apresentação de queixas e de visitas às lojas infratoras.

Com esta medida, a prefeitura busca incentivar na Cidade do México, que possui 8.700.000 habitantes, a utilização dos chamados "carrinhos de mercado" e o reuso das sacolas plásticas que tenham em casa.

 

A medida tem sido criticada pelas empresas, que alegam que a lei proíbe que se "dê" sacos de plástico e "os estabelecimentos comerciais deixam claro que o valor da sacola está embutido no preço dos produtos ", explicou o deputado Luis Alberto Couttolenc, do Partido Verde.

 

O parlamentar acrescentou que vai trabalhar reformas na legislação durante as próximas semanas a fim de estabelecer o uso de sacolas de plástico recicláveis, a separação dos resíduos orgânicos e inorgânicos, entre outras coisas.

 

 

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