Prefeito de NY visita 'usina eólica' na Dinamarca

Michael Bloomberg tem planos de criar um complexo similar nos EUA

15 Dezembro 2009 | 19h01

O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, aproveitou a visita a Copenhague para sobrevoar uma “usina” de energia eólica próxima da costa dinamarquesa. Com 91 turbinas espalhadas pelo mar, a usina é considerada a maior do mundo, com 209 megawats de capacidade. Segundo o The New York Times, que acompanhou o sobrevoo, Bloomberg tem planos de criar um complexo ainda maior, capaz de gerar 700 megawatts.

 

“Não entendo o porquê das reclamações”, disse Bloomberg ao NYT. Segundo a reportagem, o prefeito referia-se a um “obstáculo-chave aos projetos offshore de energia eólica nos Estados Unidos e em outros países: as pessoas não gostam de olhar para eles”. “Será que eles preferem olhar para usinas de carvão?”, perguntou o prefeito.

 

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O complexo visitado por Bloomberg, formado pelas usinas Horns Rev 1 e 2, produz 11% da energia eólica da Dinamarca, país que tira da força dos ventos 20% da eletricidade que utiliza. “É muito melhor que comprar petróleo estrangeiro e mandar dinheiro para países que não aceitam nossos valores e, em muitos casos, financiam terroristas”, disse o prefeito, que driblou perguntas sobre a sua pegada de carbono e o uso de seus dois jatinhos particulares.

 

O prefeito e seu assessor de Sustentabilidade Rohit Aggarwala esperam tirar a usina marinha de energia eólica do papel por meio de um consórcio de agências governamentais. A ideia é que o complexo fique na costa de Long Island e abasteça a cidade e Nova York com 350 megawatts cada uma.

 

Para contornar as resistências de ordem estética ao complexo, Bloomberg  disse que o consórcio pretende instalar as turbinas a quilômetros da costa, como na Dinamarca, onde elas parecem pequenos pontos no horizonte, quando vistas da praia.

 

Aggarwala, por sua vez, admitiu que o complexo de Long Island fornecerá menos de 1% das necessidades de Nova York no horário de pico. “Não consideramos o projeto uma panaceia.” Segundo ele, leis municipais que exigem eficiência energética nos imóveis podem reduzir em 5% a pegada de carbono da cidade. E uma nova planta de gás natural em Astoria pode levar à economia de mais 2% na poluição. “Você precisa ir somando todas essas coisas.”

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