Prédios 'mais verdes' são opção fácil, mas desconhecida, diz ONU

Medidas como construircasas e prédios de escritório mais "verdes" e instalar sistemasde iluminação que gastem energia de forma mais eficientepoderiam diminuir as emissões de carbono no mundo, afirmaramrepresentantes da Organização das Nações Unidas (ONU) e dosetor de construção civil na sexta-feira, durante a conferênciado clima realizada em Bali. Segundo esses representantes, já há tecnologias disponíveispara diminuir dramaticamente o consumo de energia mediante umcusto pequeno. No entanto, intriga o fato de governos, empresas eproprietários de imóveis não estarem investindo em projetosmenos danosos ao meio ambiente. "Cerca de 40 por cento de toda a energia é consumida nosedifícios e nas construções. Esse é um fato incrível que aspessoas não percebem", afirmou Kaarin Taipale, da Força-TarefaMarrakesh de Edifícios e Construções Sustentáveis. O crucial seria instalar sistemas de iluminação,ventilação, aquecimento e resfriamento que consumissem menosenergia, disse Sylvie Lemmet, diretora da Divisão deTecnologia, Indústria e Tecnologia do Programa para o MeioAmbiente da ONU. Na opinião de Lemmet, é possível cortar o consumo deenergia usando materiais isolantes mais eficientes nas paredes,janelas, assoalhos e portas e mudando o comportamento daspessoas, convencendo-as, por exemplo, a desligar as luzesquando os funcionários deixam um escritório no final do dia. "Todo o comprometimento de redução de emissões feito pormeio do Protocolo de Kyoto pode ser realizado apenas no setorda construção civil. E os custos para obter essas reduções sãobaixos, muito baixos." Lemmet disse em uma entrevista coletiva realizada durante aconferência de Bali, da qual participam 190 países, que paratanto é necessária a utilização de tecnologia avançada. A conferência tenta lançar negociações sobre um pacto capazde ampliar ou substituir o Protocolo de Kyoto, acordo por meiodo qual 36 países industrializados comprometeram-se com reduzirsuas emissões de carbono entre 2008 e 2012. "A gente espera ver todo mundo correndo para reduzir asemissões no setor da construção e nos prédios e que os governosincentivem o setor a perceber esse potencial." "Mas isso não está acontecendo. E na maior parte dos paísesnada está acontecendo." Por isso, disse Lemmet, há pouco conhecimento sobremateriais e pouca consciência da parte das empresas sobre osprédios sustentáveis e sobre as penalidades econômicas que sepoderiam adotar. Um alto executivo da Philips, uma gigante holandesa dosetor de eletrônicos, afirmou em Bali que instalar sistemas deiluminação com baixo gasto de energia poderia significarconsumir menos 1,5 bilhão de barris de petróleo por ano,montante de combustível equivalente ao utilizado por 530termelétricas de médio porte.

DAVID FOGARTY, REUTERS

07 de dezembro de 2007 | 11h28

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