Poluição custa à China 5,8% do PIB, diz Banco Mundial

Doenças causadas pela má qualidade da água e do ar fazem com que as pessoas faltem ao trabalho

EFE,

19 de novembro de 2007 | 19h29

A poluição atmosférica e hídrica custa à China 5,8% de seu Produto Interno Bruto (PIB), segundo estimativas do Banco Mundial (Bird), citadas pela agência estatal Xinhua.   O cálculo do Bird está bastante acima dos 3,1% do PIB que, segundo a China, lhe custaram a poluição em relação a seu crescimento econômico em 2004, último ano em que deu números oficiais a respeito.   Os "custos sanitários e não sanitários" da poluição da água e do ar estão atualmente em US$ 100 bilhões ao ano, disse o diretor regional do banco para a China e a Mongólia, David Dollar, em um fórum ambiental realizado na cidade sudoeste de Chengdu.      Dollar disse que a poluição atmosférica traz mais custos do que a hídrica, concretamente 3,8% do PIB, que este ano crescerá em torno de 11,4%, de acordo com as últimas previsões oficiais chinesas.      Segundo Dollar, a poluição do ar, principalmente nas grandes cidades, está causando uma maior incidência de doenças pulmonares - entre elas o câncer - e como conseqüência "maiores níveis de ausência escolar e no trabalho".      Os números se baseiam em um relatório do Bird, após uma avaliação da poluição no país realizada com a Administração Estatal do Meio Ambiente.   O "insustentável" crescimento chinês, como qualificou este ano o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, colocou o país em uma delicada situação ecológica, com 70% das reservas de água doce poluídas e a qualidade do ar de suas principais cidades entre as piores do planeta.

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