Polícia flagra corte de duas mil palmeiras da Mata Atlântica no interior paulista

Fábrica clandestina explorava espécie juçara, típica do bioma, que está ameaçada de extinção

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

05 Junho 2013 | 19h52

SOROCABA - Policiais rodoviários flagraram na manhã desta quarta-feira (5), Dia Mundial do Meio Ambiente, uma fábrica clandestina de palmito responsável pela derrubada de duas mil palmeiras da espécie juçara, típica da Mata Atlântica e ameaçada de extinção, no município de Tapiraí, região de Sorocaba.

A fábrica improvisada funcionava na beira de uma trilha aberta a partir do km 160 da rodovia SP-79, que liga Tapiraí a Juquiá. A região, coberta pela floresta, na Serra de Paranapiacaba, é Área de Proteção Ambiental. No local ainda havia uma carga de palmito equivalente ao corte de 350 palmeiras. Os policiais verificaram que o palmito era conservado em formol, substância tóxica, considerada cancerígena.

Os cortadores de palmito estavam embrenhados na mata, mas os policiais prenderam José Agnaldo Chagas Júnior, que trabalhava no preparo do produto. Ele contou que o grupo trabalhava havia uma semana no corte e no cozimento do palmito. Parte da produção já havia sido distribuída nas cidades de Miracatu e Juquitiba. O produto e o material usado no preparo foram apreendidos. O suspeito foi levado à Delegacia de Polícia de Tapiraí e indiciado por crime ambiental.

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