Polícia dinamarquesa apreendeu kits de 'desobediência civil'

Bombas caseiras, escudos e outros instrumentos poderiam ser usados em manifestações

John Acher e Tim Pearce , da Reuters

09 Dezembro 2009 | 19h21

A polícia de Copenhague apreendeu durante a noite de ontem, em um esconderijo, bombas de tinta, escudos e outras ferramentas que podem ter sido utilizadas por manifestantes. Grupos de ativistas têm ameaçado interromper a Conferência do Clima e "recuperar o poder" das mãos dos representantes diplomáticos dos países na capital dinamarquesa, onde são esperados mais de 100 líderes mundiais para assistir aos dois últimos dias da reunião. 

 

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A polícia apreendeu 58 lâmpadas tubulares preenchidas com tinta e petróleo, cortadores de fio, 193 escudos de madeira, nove grades de metal em rolos de plástico e 200 caixas que os policiais imaginam que poderiam ser usadas como escada para pular cercas. A polícia de Copenhague disse em comunicado que confiscou itens que poderiam ter sido utilizados "como desobediência civil durante as manifestações". Ninguém foi detido. 

 

O porta-voz da polícia dinamarquesa, Henrik Suhr, disse que bombas caseiras semelhantes já tinham sido usadas no passado por manifestante, arremessadas no pára-brisa de carros de polícia para atrapalhar a visão dos motoristas. Já as caixas de leite "eram, obviamente, para ser utilizadas para subir um muro." Um escudo apreendido pela polícia tinha o slogan "Reclaim Power." 

 

A polícia encontrou o esconderijo durante uma busca noturna em uma propriedade vazia vizinha ao local onde centenas de ativistas estão hospedados durante a Conferência do Clima. "É completamente despropositado a polícia chegar às três horas da manhã, circular pelos dormitórios e intimidar um monte de convidados que estavam dormindo", disse a ativista do grupo Climate Justice Action Tannie Nyboe.

 

"As autoridades dinamarquesa têm sido criticadas por não fornecer lugares suficientes para as pessoas que estão vindo se hospedar em Copenhague", disse Lars Kristiansen, que, segundo a Climate Justice Action, foi o responsável pela construção dos dormitórios revistados."Nós estávamos tentando atender a essa necessidade, mas agora a polícia confiscou os instrumentos que estávamos usando para construir os dormitórios."

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