Polícia Ambiental
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Polícia Ambiental fecha fábrica clandestina de palmito no Vale do Ribeira

450 toras de palmeira juçara foram apreendidas; típica da Mata Atlântica, espécie está ameaçada de extinção e seu corte é proibido

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

21 de setembro de 2017 | 09h59

SOROCABA - Uma operação da Polícia Ambiental fechou, nesta quarta-feira, 20, uma fábrica clandestina de palmito que funcionava na zona rural de Juquiá, no Vale do Ribeira, região sul do Estado de São Paulo. A fabricação ocorria em um imóvel comercial, no Bairro do Dique. No local, os policiais encontraram cerca de 450 toras de palmeira juçara, da qual se extrai o palmito. 

Planta típica da Mata Atlântica, a juçara está ameaçada de extinção na natureza e seu corte é proibido. Para retirar o palmito, é preciso cortar a palmeira, que não rebrota.

A polícia suspeita que a derrubada das árvores acontecia no interior de um parque estadual existente na região. Os policiais apreenderam também equipamentos usados no cozimento e preparo do palmito, seis botijões de gás, cerca de 400 embalagens de vidro e máquina usada no corte do produto.

O dono do imóvel, que não se encontrava no local, foi multado - o valor da multa não foi divulgado - e vai responder por crime ambiental. A polícia acredita que o palmito clandestino fosse comercializado em restaurantes localizados na Rodovia Régis Bittencourt (BR-116) e na região metropolitana de São Paulo.

Somente neste ano, a Ambiental já apreendeu 8,6 mil quilos de palmito juçara no Estado, quantidade equivalente ao corte de ao menos 15 mil palmeiras.

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