Google Street View/Reprodução
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Polícia Ambiental fecha fábrica clandestina de palmito em Mogi

280 toras de espécie da Mata Atlântica em risco de extinção foram apreendidas; uma pessoa foi detida e liberada após depoimento

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

23 Junho 2016 | 10h48

SOROCABA - Uma equipe da Polícia Militar Ambiental fechou nesta quarta-feira, 22, uma fábrica clandestina de palmito na zona rural de Mogi das Cruzes, na região metropolitana de São Paulo. Cerca de 280 toras de palmito da palmeira-juçara, espécie da Mata Atlântica em risco de extinção, foram apreendidas. Cada tora equivale à derrubada de uma palmeira. Havia ainda grande quantidade de cascas do tronco da planta espalhadas pela área, indicando intensa atividade de extração da palmeira em matas da região.

A fábrica funcionava em um sítio, na Estrada do Nagao. Uma pessoa foi detida e levada para a Delegacia de Mogi das Cruzes, sendo liberada após prestar depoimento. A polícia apreendeu fogareiros, baldes e equipamentos usados para o preparo do palmito. Havia ainda grande quantidade de vidros reciclados, provavelmente usados para embalar o produto.

Policiais descobriram rótulos clonados, que seriam utilizados para dar aparência legal ao produto clandestino.

Segundo a Ambiental, o local funcionava sem as mínimas condições de higiene, sujeitando eventuais consumidores ao risco de contrair doenças graves, como o botulismo. A Polícia Civil investiga se o palmito procedente da fábrica clandestina foi destinado ao comércio da região. 

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