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Polícia Ambiental fecha fábrica clandestina de palmito em Juquiá

Foram apreendidos cerca de 300 quilos de palmito processado e embalado em vidros e 1,3 mil unidades de palmito in natura

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

23 Dezembro 2014 | 18h32

SOROCABA - Uma equipe da Polícia Ambiental descobriu e fechou nesta segunda-feira, 22, uma fábrica clandestina de palmito que funcionava no bairro rural do Iporanga, em Juquiá, no Vale do Ribeira, sul do Estado de São Paulo. Foram apreendidos cerca de 300 quilos de palmito processado e embalado em vidros e 1,3 mil unidades de palmito in natura. A quantidade de palmito apreendida equivale ao corte de aproximadamente 2 mil palmeiras da espécie juçara, típica da Mata Atlântica e ameaçada de extinção.

Uma motocicleta, máquinas usadas para cortar o palmito, tanques para cozimento e três botijões de gás também foram apreendidos. Os policiais chegaram à fábrica após abordar uma picape Montana na Estrada da CBA, em Juquiá. O motorista abandonou o veículo e se embrenhou na mata.


Durante as buscas, os policiais localizaram a fabriqueta, mas o suspeito fugiu. A picape também foi apreendida. O veículo está em nome de Valdinei Santana Baltazar, que será intimado para depor em inquérito aberto pela Polícia Civil de Juquiá.

É a segunda fábrica clandestina de palmito fechada na cidade em menos de um mês. No dia 27 de novembro, a Vigilância Sanitária lacrou, a pedido do Ministério Público Estadual, uma fábrica que funcionava irregularmente no bairro Paiol. O dono, encontrado no local, foi preso em flagrante. Mais de mil potes com palmito processado foram apreendidos.

O corte da palmeira juçara fora de áreas de manejo autorizado é proibido pela lei ambiental, assim como o transporte e a comercialização de produtos de origem vegetal sem licença. O preparo de palmito sem as condições adequadas de higiene também acarretam risco de doenças como o botulismo. Como a planta só é encontrada em parques estaduais e áreas de proteção da Mata Atlântica, essas reservas são invadidas pelos cortadores de palmito. Durante as incursões, além da destruição da floresta, ocorre a caça de aves e animais silvestres para consumo ou venda ilegal.

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