PM de SP faz megaoperação contra comércio ilegal de madeira

Balanço dos trabalhos, que envolve cerca de 280 policiais, será divulgado na noite desta sexta-feira

Ricardo Valota, Central de Notícias

17 Julho 2009 | 03h49

A Polícia Militar deu início na quinta-feira, 16, uma megaoperação de combate à comercialização ilegal de madeira proveniente da Amazônia. Denominada Xilema, a operação prossegue nesta sexta-feira, 17, em 36 pontos previamente estudados pela polícia nas principais estradas paulistas, com apoio da Secretaria Estadual do Meio Ambiente.

 

Caminhões de transporte de madeira estão sendo vistoriados. Nos postos de combustíveis, os policiais procuram por veículos que usam estes estabelecimentos para fugir das fiscalizações. A operação também vistoria pátios de madeireiras com suspeitas de irregularidades. A operação envolve mais de 280 policiais e 92 viaturas, e conta com a colaboração também de técnicos do Instituto Florestal.

 

Os bloqueios foram montados nas cidades de Presidente Epitácio, Castilho, Rubineia, Colômbia e Icém. Em cada local, há uma câmera fotográfica com lentes macroscópicas, com a qual são tiradas imagens, que são enviadas ao Instituto Florestal, que está preparado para analisar e transmitir o laudo técnico aos policiais em tempo real.

 

"Fazemos a identificação da madeira no local, produzimos uma imagem macroscópica, e o Instituto Florestal faz a análise em qualquer ponto do Estado que tenha um técnico habilitado. Essa parceria tem sido responsável pelo sucesso das fiscalizações", explicou o porta-voz da Polícia Ambiental, capitão Marcos Alves Diniz.

 

Durante as abordagens, os policiais militares separam as madeiras ilegais e verificam se a quantidade que está no pátio da empresa confere com a que consta no Documento de Origem Florestal (DOF) - onde estão registradas todas as entradas e saídas de madeiras do País. Para isso, fazem a metragem de toda a mercadoria em metros cúbicos. As autuações variam de acordo com a quantidade de madeira irregular apreendida, e podem chegar a R$ 150 mil. Nos três últimos anos, já foram aplicados cerca de R$ 4,8 milhões em multas.

 

A Operação Xilema será concluída na noite desta sexta-feira, quando haverá a divulgação de um balanço das abordagens e apreensões feitas. Participam dos trabalhos todos os Batalhões da Polícia Ambiental (BPAmb), localizados em Birigui, Guarujá, São José do Rio Preto e na capital.

 

No ABC

 

Uma grande apreensão ocorreu em São Bernardo do Campo, no Grande ABC, onde uma madeireira, no bairro Baeta Neves, foi autuada por estar com aproximadamente 300 metros cúbicos de madeira a menos que o registrado, cerca de 240 toneladas de mercadoria, que teriam sido comercializadas ilegalmente. A empresa já tinha sido multada no ano passado.

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