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Cubatão terá Jardim Botânico após remoção de famílias da Serra

28 Julho 2011 | 04h31

A Secretaria Estadual do Meio Ambiente divulgou ontem o projeto do Jardim Botânico de Cubatão (JBC). Parte do programa de recuperação da Serra do Mar, o Jardim Botânico será construído no bairro da Água Fria após a remoção das famílias que ali vivem.

"O objetivo é a conservação, a educação ambiental e a proteção da Mata Atlântica. Haverá um viveiro metropolitano para todas as cidades da Baixada Santista pegar em mudas e fazerem replantios", explicou o secretário do Meio Ambiente, Bruno Covas, que apresentou o projeto ao Centro das Indústrias do Estado de São Paulo(Ciesp Regional Cubatão).

Instituído por um decreto estadual em outubro do ano passado, o JBC ficará em uma área de 364 hectares, sendo que 4,6 mil metros quadrados são de área construída. Entre as construções estão um centro de educação ambiental, um auditório e um prédio administrativo para receber pesquisadores.

O orçamento para a criação do JBC integra os investimentos do Programa de Recuperação Socioambiental da Serra do Mar.O custo da obra é estimado em US$ 16,5 milhões, sendo US$ 11 milhões de financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento(BID) e US$ 5,8 milhões do governo do Estado.

O início das obras depende da retirada das famílias que moram na Água Fria.Segundo o Superintendente de Obras da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), Humberto Schmidt,no início do programa havia 1.456 famílias no bairro. "Já saíram cerca de cem famílias."Ele diz que a maior parte das remoções será feita em 2012.

MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Índios receberão cartilha sobre clima

Foi publicada uma cartilha sobre mudanças climáticas produzida por 29 alunos do Centro Amazônico de Formação Indígena (Cafi). Seu objetivo é garantir a participação qualificada das comunidades indígenas no debate sobre clima. Ela tenta traduzir a complexidade do tema para os índios e circulará pelas aldeias. O trabalho é resultado de um curso oferecido pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) em parceria com o Cafi. / AFRA BALAZINA, ANDREA VIALLI e REJANE LIMA

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