Aquário de Ubatuba/Divulgação
Aquário de Ubatuba/Divulgação

Pinguins que passaram por reabilitação em São Paulo voltam ao hábitat

Animais chegaram ao litoral paulista a partir de junho do ano passado provenientes da costa argentina, Patagônia e Ilhas Malvinas em busca de alimento

Reginaldo Pupo, Especial para O Estado

15 Janeiro 2014 | 19h28

SÃO SEBASTIÃO - Após passarem cerca de sete meses recebendo cuidados especiais para reabilitação, 37 Pinguins-de-Magalhães voltarão ao seu hábitat nesta sexta-feira, 17, a cerca de 100km da costa de São Sebastião, no litoral norte de São Paulo. Os animais chegaram ao litoral paulista a partir de junho do ano passado provenientes da costa argentina, Patagônia e Ilhas Malvinas em busca de alimento. A maioria chegou debilitada e foi encaminhada para tratamento de reabilitação no Aquário de Ubatuba, onde ganharam aumento da temperatura corpórea, ganho de peso e hidratação.

A operação de soltura dos pinguins será realizada por técnicos do Instituto Argonauta para a Conservação Costeira e Marinha, que realiza este trabalho de cooperação para salvar animais marinhos desde 1998, com o apoio do Aquário de Ubatuba; e contará com apoio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que transmitirá as coordenadas geográficas das correntes marítimas (monitoradas via satélite). A Marinha do Brasil cederá a embarcação para o transporte.

Segundo o Aquário de Ubatuba, nesta temporada, pela primeira vez no Brasil, um animal será solto com um rastreador, com sistema GPS e monitorado por satélite, que transmitirá em tempo real as condições de temperatura e localização do animal. As medições, neste primeiro momento, serão feitas três vezes por semana para testar a metodologia. Futuramente será possível entender o que ocorre com os animais após a reabilitação e soltura na costa do Brasil.

Crescimento. Ainda de acordo com o Aquário, há alguns anos o número de pinguins encontrados no litoral brasileiro aumentou consideravelmente e, embora haja um processo de seleção natural, não se sabe ainda o quanto a ação humana (poluição do mar, pesca predatória, entre outros) tem interferido na sobrevivência destes animais. No ano passado 62 pinguins foram liberados, e apesar dos esforços das instituições que atuam na reabilitação destes animais, ainda não é claro para os pesquisadores o que acontece com eles após serem devolvidos ao mar.

Segundo Hugo Gallo, coordenador da operação e diretor executivo do Instituto Argonauta e do Aquário de Ubatuba, a escolha da data e do ponto de soltura destes animais foi planejada de acordo com as condições de ventos e correntes marítimas que aumentarão as chances de retorno dos animais às colônias de reprodução. Os pinguins que são considerados inaptos à soltura são encaminhados a zoológicos e aquários pelos órgãos governamentais de gestão de fauna.

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