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PF indicia 17 por vazamento de petróleo

Todos vão responder por crime ambiental, incluindo o presidente da Chevron do Brasil

Sílvio Barsetti / RIO,

21 Dezembro 2011 | 23h13

A Polícia Federal indiciou 17 pessoas e as empresas Chevron e Transocean por causa de um vazamento de 2,5 mil a 3 mil barris de óleo ocorrido no início de novembro no Campo de Frade, na Bacia de Campos, no norte do Rio. Todos vão responder por crime ambiental, incluindo o presidente da Chevron no Brasil, George Buck.

 

"As empresas atuaram no caso de maneira leviana, irresponsável", disse o delegado Fábio Scliar, chefe das investigações, em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, que teve acesso ao inquérito. Do total dos indiciados, 16 são acusados também de falsidade ideológica, pois, de acordo com a PF, teriam sonegado informações em depoimentos.

 

O relatório da Polícia Federal está em poder da Justiça e ainda será estudado pelo Ministério Público. Scliar atribuiu o desastre ambiental "à ganância e à conduta leviana" dos executivos e funcionários das duas empresas, que, segundo ele, recorrem a perfurações temerárias, com riscos de acidentes.

 

No documento, ele reitera que o vazamento foi provocado por excesso de pressão no poço e sustenta que a Chevron, até então operadora do Campo de Frade, sabia que a zona perfurada era de alta pressão. "As duas empresas estavam trabalhando no limite do limite, como foi admitido por várias das pessoas que vieram depôr", contou o delegado.

 

Se as empresas forem condenadas, podem ser proibidas de manter atividades no País. Já as pessoas indiciadas pelos dois crimes podem ser condenadas a até 14 anos de prisão.

 

Segundo o JN, a Chevron questionou o relatório final da Polícia Federal. A empresa se defendeu ao informar que colaborou com as investigações. Já a Transocean, responsável pela plataforma, criticou os indiciamentos e afirmou que seus funcionários terão todo apoio jurídico até o encerramento do caso Ilha Grande - a empresa Modec Serviços de Petróleo do Brasil foi multada ontem em R$ 16,66 milhões pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), por ter atingido "com substâncias oleosas" uma área em torno da Baía da Ilha Grande, paraíso turístico de Angra dos Reis, litoral sul fluminense.

 

O vazamento de 10 mil litros de óleo ocorreu na sexta-feira. De acordo com o secretário estadual do Meio Ambiente, Carlos Minc, o Inea se cercou de diversos cuidados antes de aplicar o auto de infração: "Temos respaldo legal para tanto". Minc também disse que a empresa será obrigada a financiar a recuperação da área degradada.

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