Petrobrás vai iniciar importações de diesel com menos enxofre

A empresa diz que o produto chegará ao País com um preço maior do que o diesel nacional

Nicola Pamplona, da Agência Estado,

14 Outubro 2008 | 20h24

Após intensas discussões com a área ambiental do governo, a Petrobrás decidiu iniciar as importações, no ano que vem de diesel com 50 partes por milhão (ppm) de enxofre. A empresa, no entanto, alega que o produto chegará ao País com um preço maior do que o diesel nacional e que os efeitos ambientais não serão grandes, uma vez que a frota brasileira de caminhões não está adaptada ao produto.   Veja também: País vai produzir diesel de cana-de-açúcar a partir de 2010 Atraso de diesel menos poluente terá reflexo por 22 anos Mantido prazo de corte do enxofre Impasse de enxofre no diesel será resolvido na Justiça Minc propõe antecipar redução de enxofre no diesel  Ambientalistas pedem fim de subsídios a biocombustíveis Empresários alemães pedem garantia para biocombustíveis   A resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) de 2002, determina a redução nas emissões de poluentes pela frota nacional a partir do ano que vem, meta que, segundo organizações ambientalistas, poderia ser atingida com a substituição do diesel produzido atualmente pela Petrobrás.   Os planos da estatal, porém, prevêem a produção em grande escala de diesel 50 ppm só a partir de 2012, quando os investimentos previstos para suas refinarias estiverem concluídos. Em entrevistas recentes, o diretor de Abastecimento da companhia, Paulo Roberto Costa, tem afirmado que a simples mudança do combustível não garante redução das emissões. "Querer resolver a questão apenas com o combustível de melhor qualidade é um erro. É tapar o sol com a peneira", afirmou o executivo, citando como medidas adicionais uma maior fiscalização e manutenção da frota atual e mais planejamento no transporte público urbano. 

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