TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO
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Petição em defesa da Amazônia tem mais de 600 mil assinaturas

Abaixo-assinado é contra projeto de lei que altera limites de floresta e lembra extinção de reserva de cobre

O Estado de S. Paulo

29 de agosto de 2017 | 16h47

Uma petição online em defesa da Amazônia já alcançou mais de 640 mil assinaturas na tarde desta terça-feira, 29. O abaixo-assinado ganhou força após decreto do governo Temer que extinguiu a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca).

O texto da petição, dirigido à Comissão Especial da Câmara, ao Congresso Nacional e ao presidente Michel Temer, pede o "abandono total e definitivo da PL 8.107/17". O projeto de lei em questão altera os limites da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará.

"Exigimos também que ouçam o apelo do povo brasileiro e parem, de uma vez por todas, de passar leis, decretos e qualquer outra medida legislativa irresponsável para agradar interesses da bancada ruralista e outros poderosos", diz a petição, intitulada Impeça que a Amazônia vire um deserto

Segundo o texto da petição no site Avaaz, uma das maiores organizações de abaixo-assinados online, o Congresso quer aprovar uma lei "que vai abrir um buraco do tamanho de 433 campos de futebol no coração da Amazônia para mineração, madeireiras e pecuária". 

A petição lembra, ainda, o decreto que extingue a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca). "Aprovaram o desmate de uma área equivalente ao tamanho da Dinamarca: não podemos deixar mais essa passar." As mudanças em relação à Renca foram alvo de críticas nas redes sociais, incluindo as de famosos como Gisele Bündchen e Ivete Sangalo. 

Diante da repercussão negativa, Temer revogou o decreto nesta segunda-feira, 28, mas editou nova medida para “melhor explicar” o que é a reserva. O novo decreto mantém a extinção, mas entre os poucos pontos alterados prevê um Comitê Interministerial de Acompanhamento das Áreas Ambientais da Extinta Renca. 

Procurada para comentar o abaixo-assinado, a Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República não havia respondido até as 16h45. 

 

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