Pesquisadores celebram o Ano Internacional do Morcego

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) elegeu 2011-2012 como o Ano Internacional do Morcego. A ideia é promover a conservação das mais de 1.230 espécies conhecidas, além de incentivar a pesquisa e a educação ambiental. Com cerca de 170 espécies descritas, o Brasil ocupa o segundo lugar em riqueza de espécies, atrás da Colômbia. Mas os morcegos brasileiros ainda são pouco conhecidos pela ciência. Menos de 10% da área do País foi estudada para morcegos e 60% dela não tem registros científicos de espécies. Os morcegos estão presentes na Terra há pelo menos 50 milhões de anos, em todos os continentes. A menor espécie, restrita à Tailândia, pesa pouco mais de 3 gramas e é um dos menores mamíferos, enquanto a maior, da Indonésia, pode ultrapassar 1,5 kg e 1,7 metro de envergadura. A grande diversidade aumenta sua importância ecológica, pois eles interagem com milhares de espécies animais e vegetais. Morcegos são importantes polinizadores de flores, dispersores de sementes e predadores de pragas. Há espécies capazes de dispersar 60 mil sementes em uma noite. Reencontrada. Fiona Mathews, uma pesquisadora da Universidade de Exeter (Grã-Bretanha), descobriu uma fêmea grávida de uma espécie de morcego que se considerava desaparecida. Faziam pelo menos 40 anos que o morcego-pipistrela (Plecotus auritus) não era avistado nas Ilhas Sorlingas, a sudoeste do país. A descoberta deve incentivar medidas de preservação da espécie.

Planeta

24 Junho 2011 | 09h32

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