Pesquisa mostra que botos presenteiam e cortejam fêmeas

Comportamento semelhante ao do golfinho de água doce é registrado apenas em seres humanos e chimpanzés

07 de janeiro de 2008 | 10h52

Pesquisadores comprovaram que o mito sobre a sedução do boto é real - pelo menos entre os animais. De acordo com o estudo feito por Vera Maria Ferreira da Silva, do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), e Tony Martin, do Serviço Antártico Britânico, a espécie corteja as fêmeas.   A lenda conta que quando os animais saem das águas, transformam-se em homens que seduzem as moças da região - usando um chapéu para esconder um orifício na cabeça. Segundo a pesquisa, em mais de 200 dos grupos, os golfinhos transmitiram práticas culturais aos descendentes. Em cada grupo, pelo menos um boto carregava objetos no bico para presentear a fêmea, sempre em idade adulta e pronta para a reprodução, tais como plantas ou pedaços de pau. "Foi aí que percebemos que essa cultura estava associada à atividade sexual", disse Vera.   Os resultados da nova pesquisa foram divulgados inicialmente pela New Scientist, em 6 de dezembro. De acordo com o britânico, apenas humanos e chimpanzés apresentavam esse tipo de comportamento. Os pesquisadores estudaram durante três anos o comportamento de 6 mil grupos de botos tucuxi (Sotalia fluviatilis) na região da reserva de Mamirauá, no município de Tefé, oeste do Amazonas.

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