Felipe Rau/AE
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Pesquisa estuda impacto do cultivo de transgênicos na América Latina

Pesquisa não vai gerar novos transgênicos, mas se baseará em culturas já existentes

EFE,

01 de março de 2011 | 14h39

San José, 28 fev (EFE).- Um estudo de órgãos internacionais e universidades da Costa Rica, Colômbia, Brasil e Peru, buscará medir o impacto ambiental do cultivo de transgênicos na América Latina, informou nesta segunda-feira o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

A pesquisa observará se os organismos geneticamente modificados, popularmente conhecidos como transgênicos, geram danos ambientais.

Entre as variáveis que os cientistas estudarão destacam "se as sementes transgênicas plantadas em uma região podem movimentar-se, por meio do vento ou polinização de pássaros, e manter seus rastros no novo ambiente ou transmití-los a espécies silvestres", indica um comunicado oficial.

De acordo com o IICA, este tipo de estudos sobre biotecnologia e biosegurança se desenvolveu nos Estados Unidos e na Europa, mas nunca antes em grande escala na América Latina.

Em cada um dos países que participarão se analisarão cultivos específicos: no Brasil se estudará a mandioca, no Peru a batata, na Costa Rica o algodão e o arroz e na Colômbia o milho, o algodão e o arroz.

O projeto não semeará produtos transgênicos, mas se limitará na observação dos já existentes e se estenderá até julho de 2012.

"A biotecnologia é ainda um tema em desenvolvimento na América Latina, vemos países com uma indústria consolidada, como o Brasil, e outros que mal estão começando a experimentar no campo. Isto gera muitas dúvidas e mitos, que vão poder ser esclarecidos através do estudo", explicou o especialista em biosegurança do IICA, Bryan Muñoz.

O especialista do Centro de Pesquisa em Biologia Celular e Molecular da Universidade da Costa Rica, Federico Albertazi , detalhou que o estudo pretende concluir "se os transgênicos causam um impacto no ambiente, se sim qual é esse impacto e em que porcentagem, para que se possam tomar as ações em matéria de biosegurança com dados da mesma região e não procedentes de outras áreas, como fez-se até agora".

No projeto participam também o Centro Internacional de Agricultura Tropical (CIAT), o Centro de Pesquisa Ambiental, a Unicamp, a Corporação Colombiana de Pesquisa Agropecuária, e o Conselho Nacional Ambiental do Peru, assim como a Universidade Nacional Agrária La Molina e o Centro de Internacional de La Papa do Peru.

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