Percurso até local da Rio+20 revela problemas ambientais do Rio

Do caminho do Aeroporto do Galeão até o Riocentro, participantes da conferência têm amostra de poluição, ocupação irregular e engarrafamentos.

BBC Brasil, BBC

19 Junho 2012 | 06h30

Do caminho do Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim (Galeão), no Rio, até o Riocentro, na Barra, os participantes da Rio+20 têm uma amostra dos problemas ambientais que persistem no Rio.

Já no início do percurso o visitante vê a Baía de Guanabara, que tem graves índices de poluição por esgoto e lixo, e as favelas que margeiam a Linha Vermelha, compondo os complexos da Maré e do Alemão, com grande parte dos domicílios sem esgotamento sanitário adequado.

As deficiências estruturais da cidade se evidenciam pelo caminho na ocupação urbana irregular; nos engarrafamentos que refletem a falta de um transporte público de qualidade, priorizando o automóvel; e nas lagoas e rios por onde se passa, todos comprometidos por poluição.

O ambientalista Sérgio Ricardo define o percurso como um "tour tóxico" a caminho da Conferência da ONU para o Desenvolvimento Sustentável.

"O Galeão é o portal de entrada à cidade, mas ao lado do aeroporto você já tem vários passivos ambientais", afirma ele, membro-fundador da Rede Brasileira de Justiça Ambiental.

"Se a Rio+20 for um fracasso do ponto de vista diplomático e político, restará aos chefes de estado fazerem esse turismo tóxico que mostra exatamente os problemas do Rio", diz. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Mais conteúdo sobre:
also rio rio+20 ambiente sustentabilidade fotos

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.