Pequim pede economia com roupas aos funcionários

A China é a maior economia emergente do planeta, seu consumo e emissões poluentes afetam outros países

EFE

25 de dezembro de 2007 | 06h06

O Governo chinês pediu a seus funcionários que vistam-se de forma informal, para economizar energia, e sigam o exemplo do presidente Hu Jintao, que apareceu em reuniões oficiais sem gravata e com uma camisa de manga curta no verão. Segundo a agência oficial "Xinhua", o vice-premier, Zeng Peiyan, pediu durante uma reunião sobre economia de energia aos funcionários do Governo central que deixem os ternos em casa e se vistam de maneira informal sempre que possível. O vice-primeiro-ministro explicou que os aparelhos ar condicionado nos escritórios governamentais continuarão se limitando a um mínimo de 26 graus no verão e a um máximo de 20 no inverno. A iniciativa não é nova na Ásia: há dois anos, fotos registraram o ex-primeiro-ministro japonês Junichiro Koizumi com o pescoço da camisa aberto nas reuniões oficiais. Na reunião, Zeng disse que os escritórios governamentais devem cumprir as recomendações de uma lista publicada este ano para toda a sociedade chinesa. Fazem parte dela dicas como a de comprar veículos de baixo consumo energético, reduzir o parque automobilístico oficial na medida do possível, usar tecnologia de baixo consumo na construção de edifícios do Governo e promover a economia de energia. A China é a maior economia emergente do planeta, o que faz com que seu consumo energético e emissões poluentes afetem outros países. Em 2006, os escritórios do Governo chinês conseguiram reduzir e 12% o consumo de energia e o de água em 19% por pessoa. Espera-se que a média de consumo energético em suas dependências caia em até 20% para 2010 em relação a 2005.

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