Ng Han Guan/AP
Ng Han Guan/AP

China emite seu segundo alerta vermelho por poluição

Autoridades alertam que concentrações de poluentes serão superiores ao início do mês, quando Pequim decretou pela 1ª vez

O Estado de S.Paulo

18 Dezembro 2015 | 10h35

PEQUIM - As autoridades de Pequim emitiram nesta sexta-feira, 18, um novo alerta vermelho por causa da poluição do ar, o segundo na história da cidade, por causa da previsão de que haverá forte concentração de poluentes na atmosfera da capital a partir do fim de semana.

O alerta vermelho, o nível mais grave da escala de quatro cores utilizada na China, vai se estender das 7 horas locais do sábado, 19 (21 horas de Brasília de sexta-feira) até o meio-dia local de terça-feira, 22 (2 horas de Brasília).

O serviço meteorológico chinês já havia anunciado nesta quinta-feira, 17, que o norte do país sofrerá a partir de sábado a pior sequência de poluição atmosférica de todo o ano.

As previsões indicam que as concentrações de poluentes serão superiores até mesmo às registradas entre os dias 6 e 9 de dezembro no norte da China, um período no qual Pequim declarou seu primeiro alerta vermelho.

Concretamente, a densidade de partículas finas PM 2,5 (as mais prejudiciais para a saúde) deve superar em várias regiões os 500 microgramas por metro cúbico na capital, quando o máximo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 25. Além disso, a visibilidade em Pequim se reduzirá para menos de um quilômetro.

O alerta vermelho resultará em restrições severas no trânsito da capital, já que haverá um rodízio a cada dia em que metade dos automóveis particulares deixará de circular em função do último número de sua placa. Também serão proibidos o uso de fogos de artifício e de grelhas para assar carne.

As autoridades recomendaram aos cidadãos que reduzam suas atividades ao ar livre e as aulas em creches e escolas, primárias e secundárias, devem ser suspensas.

Pequim emitiu seu primeiro alerta vermelho no último 7, que esteve em vigor até o meio-dia do dia 10, quando a poluição se dispersou pelos ventos de uma frente fria. /EFE

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