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Pentágono avalia que aquecimento pode gerar conflitos globais

Departamento de Defesa dos Estados Unidos incluiu em seu plano quadrienal a questão das mudanças climáticas

Efe,

02 Fevereiro 2010 | 09h47

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos apresentou na segunda-feira, 1, o programa para os próximos quatro anos, no qual identifica o terrorismo, os ciberataques e a mudança climática como os principais desafios do país no período. As novas ameaças apontadas forçam algumas mudanças na estratégia militar americana, como ressalta a chamada "Revisão de Defesa Quadrienal 2010".

 

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Durante quase 25 anos, o Pentágono construiu sua estratégia em torno de uma hipotética situação de duas guerras convencionais em dois lugares diferentes ao mesmo tempo. Seu objetivo, então, era estar equipado e preparado para enfrentar isso. No entanto, a realidade mudou e o Pentágono trabalha agora com a hipótese de um novo cenário, com uma multidão de inimigos tanto físicos como virtuais.

 

A nova revisão inclui pela primeira vez a mudança climática como um fator potencial de instabilidade ou conflito no mundo. Por isso, o Pentágono pensa em operações em que o aumento dos níveis do mar e a redução da camada de gelo no Ártico sejam um fator a mais no planejamento militar.

 

O documento assinala que já não é mais apropriado falar dos principais conflitos regionais como o único ou principal fator para calcular o número de soldados, a formação ou a avaliação das tropas americanas.

 

Quanto à capacidade dos grupos terroristas, indica que podem atacar com armas biológicas, químicas ou nucleares. Assim, o Pentágono se compromete a continuar impulsionando um melhor potencial de detecção de armamento de destruição em massa.

 

Por outro lado, o Departamento de Defesa aponta a necessidade de uma força conjunta aérea e marinha para o país estar preparado perante a ameaça de nações como China, Irã e Coreia do Norte.

 

O Pentágono divulga o plano no mesmo dia em que o presidente dos EUA, Barack Obama, apresentou o orçamento para o ano fiscal 2011, que inclui uma verba 2% maior para defesa.

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