Polícia Ambiental/Divulgação
Polícia Ambiental/Divulgação

Peixes morrem com falta de oxigênio no Lago de Furnas em Minas

Baixo nível da represa gerou algas, além de bactérias e fungos, que reduzem o oxigênio na água

Rene Moreira, Especial para o Estado,

08 Março 2013 | 18h33

FRANCA - O Lago de Furnas vai se recuperando e já opera com mais de 50% de sua capacidade. Porém, a estiagem gerou algas, além de bactérias e fungos, que reduzem o oxigênio da água causando a morte dos peixes. Produtores já contabilizam a perda de mais de 20% de suas criações, incluindo desde alevinos até peixes grandes já aptos a serem comercializados.

O Lago de Furnas vem de uma estiagem recorde no ano passado e os problemas na água estariam relacionados ao processo de recuperação da represa. As mortes estão ocorrendo nos tanques utilizados pelos psicultores para a criação. Eles dizem que até peixes com mais de um quilo aparecem mortos com frequência. Especialistas apontam que enquanto o nível da represa esteve baixo, algas cresceram principalmente nas margens causando a redução do nível de oxigênio da água.

Outro problema detectado nesse período em que o nível do lago vai se recuperando é o surgimento de bactérias e fungos. Com todos esses fatores somados, a temperatura da água sobe ao mesmo tempo em que diminui a quantidade de oxigênio. Alguns criadores da região têm apelado até para medicamentos que são jogados aos peixes, mas nem mesmo essa medida vem surtindo efeito e em alguns tanques de produção a perda é grande.

Mortes de peixes e já haviam sido registradas em Furnas na segunda quinzena de janeiro deste ano, quando pescadores do Povoado de Areado, na região de Alfenas, encontraram tilápias mortas às margens da represa. A Polícia Militar do Meio Ambiente esteve no local na ocasião e registrou o problema. No entanto, não encontraram qualquer indício de contaminação na represa, sendo recolhidas amostras da água para análise. Esse caso é apurado pelo inistério Público de Belo Horizonte e Fundação Estadual de Meio Ambiente (FEAM).

De acordo com o Operador Nacional do Sistema, a região de Furnas está operando com 53,44% de sua capacidade. No ano passado a represa chegou a 12%, um recorde negativo histórico. Na época, somente na região de Campo Belo (MG) morreram 7 toneladas de peixes por conta da seca do lago, que chegou a ficar 14 metros abaixo de seu nível normal. Este ano a quantidade de chuva tem surpreendido e a represa já subiu mais de 7 metros, mas ainda assim serão necessários cerca de dois anos para que volte a seu índice normal.

A represa de Furnas tem potência de 1.216 MW, o que corresponde a 1,05% da capacidade nacional. Mas somada com as outras usinas que influencia, a capacidade sobe para 26.047 MW (22,5%). Sua potência é suficiente para abastecer 45 milhões de brasileiros. Em sua capacidade integral, o lago fica a 768 metros acima do nível do mar.

Mais conteúdo sobre:
Peixe

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.