Pediatras dos EUA fazem alerta contra mascotes exóticos

Além carregarem germes potencialmente perigosos, eles podem ser mais propensos a morder ou arranhar

AP

06 Outubro 2008 | 16h33

Crianças pequenas não devem ter porcos-espinhos como animais de estimação - ou hamsters, pintinhos, lagartos e tartarugas - devido ao risco de contraírem doenças.   Isso, de acordo com o principal grupo de pediatras norte-americanos, em um novo estudo sobre os perigos de animais exóticos.   Além de evidências de que podem carregar germes potencialmente perigosos, animais exóticos podem ser mais propensos a morder ou arranhar que cães ou gatos, colocando crianças de menos de cinco anos em situação de maior risco, diz o relatório.   Crianças pequenas são vulneráveis devido ao seu sistema imunológico em desenvolvimento, além de colocarem as mãos na boca com mais freqüência.   Isso significa que famílias com crianças menores de cinco anos devem evitar ter animais de estimação "não tradicionais". Além disso, as crianças também devem evitar ter contato com esses animais em zoológicos ou outros locais públicos, de acordo com o relatório da Academia Americana de Pediatria publicado na revista Pediatrics.   "Muitos pais claramente não entendem os riscos de várias infecções" que esses animais muitas vezes carregam, disse Larry Pickering, autor principal do artigo.   Por exemplo, acredita-se que cerca de 11% das contaminações por salmonela em crianças venha do contato com lagartos, tartarugas, hamsters e pintinhos, disse Pickering.   Com a supervisão correta e procedimentos de higiene, o contato de crianças com animais "é algo positivo", disse o co-autor, Joseph Bocchini. Mas as famílias deveriam esperar até que as crianças fossem mais velhas para trazer animais exóticos para casa, completou.

Mais conteúdo sobre:
animais de estimação crianças

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.