Matt Dunham/AP
Matt Dunham/AP

Paul McCartney sugere dia sem carne para reduzir efeito estufa

Gases emitidos pelo gado são mais danosos que os transportes para o aquecimento do planeta, diz órgão da ONU

Efe,

15 Junho 2009 | 12h35

O músico Paul McCartney e suas filhas, Stella e Mary, aderiram a uma campanha internacional para que as pessoas deixem de comer carne um dia por semana para combater as mudanças climáticas. O objetivo da mobilização "Segunda-feira sem Carne" é reduzir as emissões de gás do rebanho mundial, que contribui mais para o aquecimento global do que os transportes.

 

As vacas emitem em suas eructações grandes quantidades de gás metano, 21 vezes mais potente para o efeito estufa do que o dióxido de carbono. Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o gado é responsável por 18% do efeito estufa, ao passo que o transporte corresponde a 13%. "Deveríamos nos preocupar com as mudanças climáticas porque, se não o fizermos, deixaremos como herança a nossos filhos e netos um problema gravíssimo" disse McCartney ao diário "The Independent".

 

Os ecologistas estão preocupados com o impacto ambiental dos animais destinados à alimentação humana e com a destruição de áreas na Amazônia e outras florestas para a criação de gado. O presidente do grupo intergovernamental da ONU sobre as mudanças climáticas, Rajendra Pachauri, recomenda a dieta vegetariana por um dia na semana.

 

A família McCartney conseguiu o apoio de outras personalidades para a campanha, como a artista Yoko Ono, os atores Kevin Spacey, Woody Harrelson e Joanna Lumley, o cantor Chris Martin e o empresário Richard Branson, fundador da companhia aérea Easyjet. Conhecidos chefs britânicos também aderiram à campanha e passaram a oferecer às segundas-feiras menus vegetarianos.

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