Para UE, acordo sobre clima depende de Estados Unidos e China

Bloco pede que delegações dos países levem à cúpula da ONU propostas significativas de redução da emissão

AE-AP,

24 Novembro 2009 | 10h47

O aquecimento global não poderá ser revertido enquanto os Estados Unidos e a China não se comprometerem com reduções significativas das emissões de gases causadores do efeito estufa, opinou nesta terça-feira, 24, a União Europeia (UE). A duas semanas do início de uma conferência climática global patrocinada pela Organização das Nações Unidas (ONU), a UE pediu nesta terça-feira às delegações dos EUA e da China que viajem a Copenhague com propostas significativas para conter a emissão de poluentes.

 

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"Sem uma proposta dos Estados Unidos e da China, apenas metade das emissões estará coberta" por um eventual acordo, advertiu o ministro sueco do Ambiente, Andreas Carlgren, em pronunciamento perante o Parlamento Europeu em Estrasburgo, na França. A Suécia ocupa a presidência de turno da UE. "Um acordo em Copenhague deve cobrir as emissões de todos os países", acrescentou. "E um acordo depende totalmente de propostas à altura de parte dos Estados Unidos e da China."

 

Pelo menos 65 líderes mundiais participarão da convenção climática de Copenhague em dezembro, quando representantes de 191 países vão buscar um novo acordo global capaz de limitar as emissões de gases causadores do efeito estufa. Funcionários norte-americanos disseram esta semana que o governo do presidente Barack Obama anunciará em breve suas metas para o acordo. A Casa Branca tem resistido a anunciá-las sem apoio explícito do Congresso. No entanto, uma nova lei ambiental não é esperada nos EUA antes de 2010.

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