Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Para governo, ranking de morte de ambientalistas é duvidoso

Segundo pesquisa da ONG Global Witness, Brasil é país com mais assassinatos de ambientalistas no mundo

O Estado de S.Paulo

24 Julho 2018 | 21h27

BRASÍLIA - O Palácio do Planalto divulgou uma nota em que desqualifica a pesquisa da ONG Global Witness. Segundo o relatório,  o Brasil é o líder do ranking mundial de mortes de ambientalistas. No texto, o governo diz que o estudo tem “dados equivocados, inflados, frágeis e metodologia duvidosa”. O Planalto diz que uma morte atribuída por investigação policial ao tráfico de drogas, por exemplo, seria transformada em resultado de conflito agrário na pesquisa da ONG.

Na nota emitida pela Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República, o governo argumenta que o uso de dados supostamente equivocados “tira qualquer resquício de credibilidade que tal documento poderia ter e mostra que a ONG distorce os fatos”. O estudo da ONG diz que o Brasil é o país com mais assassinatos de ambientalistas no mundo: 57 no ano passado.

O Palácio do Planalto aproveitou a nota para defender o agronegócio. “Eventuais crimes são localizados e não se pode generalizar acusações a todos agricultores brasileiros, sem fundamento”, diz a nota, que lembra que o presidente Michel Temer “aumentou área de preservação, criou a maior reserva marinha do mundo e trabalha em respeito ao meio ambiente”.

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