Pará discute operação contra desmatamento da Amazônia

Arco Verde pretende oferecer alternativas para o desemprego e realizar transição para sustentabilidade

SOLANGE SPIGLIATTI, Agência Estado

06 Maio 2009 | 11h51

Representantes de 16 municípios paraenses que integram a lista dos que mais derrubaram a floresta amazônica, segundo o Ministério do Meio Ambiente, se reuniram com a governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), para discutir a Operação Arco Verde, do governo federal. A operação, que será lançada no período de 10 a 12 de junho, em Marabá, tem o objetivo de conter o desmatamento e oferecer alternativas para o desemprego a fim de que os gestores municipais consigam fazer a transição das atividades predatórias para a legalidade e sustentabilidade e, assim, deixarem de fazer parte da lista, segundo informações do governo do Estado.

Entre as ações da operação está o programa de regularização fundiária que será, pela primeira vez, implementado nos 16 municípios paraenses por meio do programa Terra Legal, do Ministério do Desenvolvimento Agrário. Segundo Ana Júlia, seu governo vai apoiar o redirecionamento da economia dos municípios, que viviam da exploração ilegal da madeira, com incentivos a programa de reflorestamento, de restauração de áreas degradadas e recuperação de reserva legal com o plantio de espécies de valor comercial.

Os 16 municípios paraenses que farão parte da operação Arco Verde são Altamira, Brasil Novo, Novo Progresso, Novo Repartimento, Pacajá, Rondon do Pará, Santa Maria das Barreiras, São Félix do Xingu, Ulianópolis, Dom Eliseu, Cumaru do Norte, Marabá, Tailândia, Paragominas, Santana do Araguaia e Itupiranga.

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