Para cada bebê nascido, uma nova árvore é plantada em Garibaldi, no Rio Grande do Sul

Projeto ambiental teve início em novembro, na cidade gaúcha de Garibaldi, e deve durar pelo menos um ano

Diego Nuñez - Especial para o Estadão

PORTO ALEGRE  - Hoje com quatro meses, Otávio nasceu em 11 de agosto. Na ocasião, ainda no hospital, a mãe do garoto, Daiane Trevisan, foi surpreendida com um convite: seu filho seria o primeiro bebê a ser homenageado com o plantio de uma árvore em seu nome. 

Será assim por, pelo menos, um ano. Toda crianças que nascer em Garibaldi (RS) terá uma árvore plantada. A iniciativa é das mulheres do Rotary Clube da cidade, em parceria com a prefeitura do município e o Hospital Beneficente São Pedro.

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Família do bebê Otávio, hoje com 4 meses, foi a primeira a participar do programa municipal Árvore da vida, em que uma muda é plantada a cada bebê nascido na cidade de Garibaldi, no Rio Grande do Sul Foto: Bruno Milan/Prefeitura de Garibaldi-RS

O Projeto Árvore da Vida plantará ipês, árvores comuns no Centro-Oeste, Sudeste e Sul do País. “Começamos a conversar a partir de um grupo de mulheres do clube, nos reunimos e decidimos criar esse projeto, que é de presentear com mudas de árvores locais e uma placa, em formato de ‘pezinho’ de bebê, com o nome e a data de nascimento de cada criança”, explica Nathália Cavagnoli, uma das idealizadoras do projeto pelo Rotary. Essa é uma prática que ela, particularmente, já adota em sua casa. Nathália, o marido e as duas filhas têm cada um uma árvore frutífera no quintal de casa e cuidam delas. 

O projeto

Em torno de 200 a 250 crianças nascem por ano em Garibaldi, cidade vitivinicultora da serra gaúcha conhecida como a capital nacional do espumante. O projeto foi iniciado em 4 de novembro, quando as 15 primeiras mudas foram plantadas no parque do Complexo Esportivo do Ginásio Municipal. O restante das mudas, por questões administrativas e orçamentárias da prefeitura, continuará sendo plantada a partir deste mês.

“Nós ficamos bem felizes. Primeiro pela representatividade do Otávio no projeto, que, querendo ou não, está sendo representante de todas as crianças que nasceram depois dele. E depois pela própria iniciativa, de fazer com que ele cresça e acompanhe o desenvolvimento da árvore junto com ele, fazendo com que desperte nele essa preocupação do cuidado com o meio ambiente”, disse a nova mãe.

Foi o acaso que fez do Otávio, o filho da Daiane, o primeiro bebê a ter uma árvore em seu nome. Mas a coincidência não poderia ser mais feliz. Segundo ela, a questão ambiental é muito importante para sua família. “Pode ser banal, ou algo muito simples enaltecer tanto esse gesto. Mas é uma pequena ação que ajuda para o futuro. Moro num sítio que tem uma horta com verduras e árvores frutíferas com laranja e bergamota. Na casa dos meus pais, tem uma árvore com mais de 100 anos que foi o meu avô, Santo Trevisan, que plantou. Isso tem um significado, é uma história”, relata ela. 

O projeto foi iniciado em 4 de novembro, quando as 15 primeiras mudas foram plantadas no parque do Complexo Esportivo do Ginásio Municipal Foto: Bruno Milan/Prefeitura de Garibaldi-RS

De alguma forma, o avô de Daiane segue vivo na memória dos filhos e netos, por meio do cipestre que ele plantou e na vida que a árvore representa. Aquela é a árvore do vô Santo, assim como o ipê do parque do ginásio municipal será para sempre a árvore do Otávio.

“Sempre que passamos por lá, a gente dá uma olhada, rega a muda, vê se precisa de alguma coisa. Quando o Otávio puder entender, vamos explicar para ele, para que ele tenha esse reconhecimento, esse conhecimento, esse prazer por preservar o meio ambiente e que ele possa cuidar da sua própria árvore no futuro”, falou a mãe do menino.

Nova vida

“Nada melhor que presentear uma nova vida com outra nova vida. E o projeto veio numa época importante para a conscientização ambiental. É muito emocionante nossa primeira criança estar lá para fazer o plantio. Quando elas forem adultas, vão poder olhar e dizer ‘essa é a minha árvore’”, disse Nathália.

Segundo o secretário de Meio Ambiente de Garibaldi, Anderson Dalla Rosa, o projeto coincidiu com um estudo da prefeitura. “A gente já tinha até um estudo de praças para ter mais arborização, e o projeto só veio a contemplar, foi perfeito. A gente vê que cada vez mais a sociedade Garibaldi quer participar, colaborar. O município está muito unido”, afirmou ele. Segundo Dalla Rosa, todos os bebês que nascerem na cidade serão contemplados.

Clima não preocupa

O clima seco que afeta diversas lavouras no Rio Grande do Sul, principalmente no milho e na soja, não será problema para a ação. São mudas entre 1,5 e 1,8 metro, que já apresentam uma certa resistência. A prefeitura fará a manutenção das plantas, mas a ideia central do projeto é o engajamento da própria sociedade na preservação do meio ambiente. Esse time de defensores ambientais, que, se já contava com a participação de Daiane, agora é reforçado pelo Otávio, logo aos 4 meses.

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Para cada bebê nascido, uma nova árvore é plantada em Garibaldi, no Rio Grande do Sul

Projeto ambiental teve início em novembro, na cidade gaúcha de Garibaldi, e deve durar pelo menos um ano

Diego Nuñez - Especial para o Estadão

PORTO ALEGRE  - Hoje com quatro meses, Otávio nasceu em 11 de agosto. Na ocasião, ainda no hospital, a mãe do garoto, Daiane Trevisan, foi surpreendida com um convite: seu filho seria o primeiro bebê a ser homenageado com o plantio de uma árvore em seu nome. 

Será assim por, pelo menos, um ano. Toda crianças que nascer em Garibaldi (RS) terá uma árvore plantada. A iniciativa é das mulheres do Rotary Clube da cidade, em parceria com a prefeitura do município e o Hospital Beneficente São Pedro.

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Família do bebê Otávio, hoje com 4 meses, foi a primeira a participar do programa municipal Árvore da vida, em que uma muda é plantada a cada bebê nascido na cidade de Garibaldi, no Rio Grande do Sul Foto: Bruno Milan/Prefeitura de Garibaldi-RS

O Projeto Árvore da Vida plantará ipês, árvores comuns no Centro-Oeste, Sudeste e Sul do País. “Começamos a conversar a partir de um grupo de mulheres do clube, nos reunimos e decidimos criar esse projeto, que é de presentear com mudas de árvores locais e uma placa, em formato de ‘pezinho’ de bebê, com o nome e a data de nascimento de cada criança”, explica Nathália Cavagnoli, uma das idealizadoras do projeto pelo Rotary. Essa é uma prática que ela, particularmente, já adota em sua casa. Nathália, o marido e as duas filhas têm cada um uma árvore frutífera no quintal de casa e cuidam delas. 

O projeto

Em torno de 200 a 250 crianças nascem por ano em Garibaldi, cidade vitivinicultora da serra gaúcha conhecida como a capital nacional do espumante. O projeto foi iniciado em 4 de novembro, quando as 15 primeiras mudas foram plantadas no parque do Complexo Esportivo do Ginásio Municipal. O restante das mudas, por questões administrativas e orçamentárias da prefeitura, continuará sendo plantada a partir deste mês.

“Nós ficamos bem felizes. Primeiro pela representatividade do Otávio no projeto, que, querendo ou não, está sendo representante de todas as crianças que nasceram depois dele. E depois pela própria iniciativa, de fazer com que ele cresça e acompanhe o desenvolvimento da árvore junto com ele, fazendo com que desperte nele essa preocupação do cuidado com o meio ambiente”, disse a nova mãe.

Foi o acaso que fez do Otávio, o filho da Daiane, o primeiro bebê a ter uma árvore em seu nome. Mas a coincidência não poderia ser mais feliz. Segundo ela, a questão ambiental é muito importante para sua família. “Pode ser banal, ou algo muito simples enaltecer tanto esse gesto. Mas é uma pequena ação que ajuda para o futuro. Moro num sítio que tem uma horta com verduras e árvores frutíferas com laranja e bergamota. Na casa dos meus pais, tem uma árvore com mais de 100 anos que foi o meu avô, Santo Trevisan, que plantou. Isso tem um significado, é uma história”, relata ela. 

O projeto foi iniciado em 4 de novembro, quando as 15 primeiras mudas foram plantadas no parque do Complexo Esportivo do Ginásio Municipal Foto: Bruno Milan/Prefeitura de Garibaldi-RS

De alguma forma, o avô de Daiane segue vivo na memória dos filhos e netos, por meio do cipestre que ele plantou e na vida que a árvore representa. Aquela é a árvore do vô Santo, assim como o ipê do parque do ginásio municipal será para sempre a árvore do Otávio.

“Sempre que passamos por lá, a gente dá uma olhada, rega a muda, vê se precisa de alguma coisa. Quando o Otávio puder entender, vamos explicar para ele, para que ele tenha esse reconhecimento, esse conhecimento, esse prazer por preservar o meio ambiente e que ele possa cuidar da sua própria árvore no futuro”, falou a mãe do menino.

Nova vida

“Nada melhor que presentear uma nova vida com outra nova vida. E o projeto veio numa época importante para a conscientização ambiental. É muito emocionante nossa primeira criança estar lá para fazer o plantio. Quando elas forem adultas, vão poder olhar e dizer ‘essa é a minha árvore’”, disse Nathália.

Segundo o secretário de Meio Ambiente de Garibaldi, Anderson Dalla Rosa, o projeto coincidiu com um estudo da prefeitura. “A gente já tinha até um estudo de praças para ter mais arborização, e o projeto só veio a contemplar, foi perfeito. A gente vê que cada vez mais a sociedade Garibaldi quer participar, colaborar. O município está muito unido”, afirmou ele. Segundo Dalla Rosa, todos os bebês que nascerem na cidade serão contemplados.

Clima não preocupa

O clima seco que afeta diversas lavouras no Rio Grande do Sul, principalmente no milho e na soja, não será problema para a ação. São mudas entre 1,5 e 1,8 metro, que já apresentam uma certa resistência. A prefeitura fará a manutenção das plantas, mas a ideia central do projeto é o engajamento da própria sociedade na preservação do meio ambiente. Esse time de defensores ambientais, que, se já contava com a participação de Daiane, agora é reforçado pelo Otávio, logo aos 4 meses.

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